segunda-feira, 29 de julho de 2013

Artigo: Se a economia não vai bem, o que os profissionais de logística devem fazer?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Os números não são nada positivos. Diversas instituições financeiras e o próprio Governo sinalizam um crescimento insignificante para 2013. Segundo especialistas, 2014 não deverá ser diferente. Não vamos discorrer sobre as causas da estagnação econômica, já que existem diversas correntes discutindo o passado, presente e futuro da economia brasileira.
 Em um cenário desolador como esse, qual deve ser a postura da área de logística? Que ações devem ser adotadas pelos Embarcadores e pelos prestadores de serviços?

 Você pode adotar diferentes posturas em um momento como esse.

Pode atuar de forma passiva, inspirado pela música do Zeca Pagodinho (deixa a vida me levar, vide leva eu...) e adotar uma postura reativa, remendando aqui e ali, correndo atrás dos prejuízos causados pela baixa utilização da capacidade operacional existente, pelo aumento dos custos, pela falta de rentabilidade em relação aos investimentos realizados, etc. Nesse cenário, a empresa perde competitividade, se endivida, corta gastos de forma desorganizada, perde Clientes, etc.
 Você pode optar por adotar uma estratégia de defesa, focando exclusivamente na redução de custos na operação logística. E pode fazer isso de duas maneiras distintas: atuando de forma terrorista junto ao seu parceiro logístico ou desenvolvendo um trabalho colaborativo.
 Muitas vezes, devido às pressões internas, o gestor da área de logística se vê encurralado e obrigado (às vezes estimulado)  a "varrer" a sujeira para debaixo do tapete dos outros, nesse caso o seu parceiro logístico. Nessa situação, os resultados até poderão ser alcançados no curto prazo, mas obviamente sem consistência alguma, e às custas da rentabilidade da Transportadora ou do Operador Logístico. Trata-se de uma postura imatura, unilateral, ganha-perde, e que cada vez menos encontra respaldo no mercado.

 O ideal seria somar competências, de tal forma que ambos os lados trabalhem de forma conjunta, com objetivos comuns. Trata-se de uma abordagem ganha-ganha, de muito aprendizado e ganho intelectual, sustentável no médio e longo prazo. É mais demorada obviamente, mas a relação custo-benefício é extremamente vantajosa para ambos. Comece-a entendendo claramente onde estamos e aonde queremos chegar. Tenha uma visão apurada dos custos, e busquem identificar possíveis oportunidades de melhorias. Defina de 5 a 10 ações relevantes, priorize-as e detalhe-as utilizando as ferramentas da qualidade total como PDCA, 5W2H, DMAIC, etc. Monitore os resultados obtidos e realize todos os ajustes necessários.

Uma terceira possibilidade envolve ignorar a palavra CRISE e encontrar alternativas diferentes das atuais para driblar a inércia da economia. Nesse caso a empresa se submeterá a maiores riscos, já que algumas das suas iniciativas poderão levar a resultados diferentes dos incialmente estimados. O esforço inovativo será grande, mas a necessidade de aperfeiçoar o que já existe ou de realmente recriar o negócio (talvez uma reengenharia) poderá catapultar a empresa a um nível de custos e serviços diferenciado. Infelizmente, poucas empresas estão realmente capacitadas nesse sentido. Poucas delas estimulam seus funcionários no questionamento dos modelos existentes e na inovação contínua, não apenas de produtos ou serviços, mas também de práticas de gestão. 
É na hora da crise que nos vemos forçados a reinventar, e as empresas preparadas para isso laragarão em grande vantagem nessa corrida. Elas saberão envolver seus parceiros em toda cadeia logística de forma consciente, positiva, uniforme e objetiva, produzindo resultados de forma rápida e consistente. Alcançará resultados sem terrorismo, sem ganha-perde, sem atirar de forma aleatória para todos os lados, na tentativa e erro. 

Uma economia em marcha lenta poderá se transformar em uma grande oportunidade para os profissionais da área de logística, mas também poderá se constituir em uma grande armadilha para os desesperados e despreparados! De qual lado você estará?

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Artigo: Seu Modelo Operacional Logístico está vivo ou morto?


Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

 Pare e pergunte a si próprio você está realmente satisfeito com os resultados alcançados pela sua operação logística Reflita sobre os esforços empreendidos ao longo dos últimos meses e avalie o êxito obtido. Valeu a pena Se tudo vai muito bem, então guarde para si o segredo do seu sucesso, mas não deixe de alimentar o modelo bem sucedido. Mas, se ao final dessa contabilização a sua conta estiver negativa, é por que provavelmente o seu modelo operacional esteja esgotado ou próximo do esgotamento. Antes que ele seja encaminhado para a UTI, ainda é possível fazer algo para reverter os efeitos nocivos. São sinais de esgotamento, por exemplo, os constantes problemas com entregas não realizadas, pedidos incompletos, furtos e avarias em materiais, fretes emergenciais, falta de produtos, obsolescência e vencimento do prazo de comercialização de mercadorias, atrasos na expedição de veículos devido a pequena quantidade de docas, indisponibilidade de espaço no armazém, turn-over e absenteísmo da equipe operacional, acidentes, aumento recorrente dos gastos logísticos, reclamações de Clientes, entre outros. Mas, o que entender por modelo operacional em logística. 

O modelo operacional é constituído de uma macroestrutura e de uma microestrutura. A macroestrutura compreende os ativos operacionais, tangíveis, constituídos de toda infraestrutura física necessária para a operação, como veículos, terminais de carga, armazéns em todas as suas configurações, equipamentos de movimentação e armazenagem de materiais, hardware TMS, WMS, roteirizadores, entre outros. hardware antenas, servidores, computadores, impressoras, entre outros, sistemas de segurança patrimonial CFTV, detectores de metal, alarmes, sistemas de controle e restrição de acesso, entre outros. Isso tudo pode ser adquirido, mas a utilização desses recursos em sua plenitude dependerá da microestrutura existente. A microestrutura é formada pelas pessoas organograma, plano de cargos, política salarial, competências e habilidades requeridas, quantidade de pessoas, perfil, entre outros processos no qual estão incluídas as normas e diretrizes do negócio, sistemas de informação agora como uma ferramenta de processamento de informações e sistemáticas de gestão ferramentas para o monitoramento da performance e administração do dia-a-dia. Mais do que um casamento perfeito entre a macro e a microestrutura, o modelo operacional, para ser verdadeiramente eficaz, precisa estar realmente orientado para o mercado, de tal forma que aqueles beneficiados diretamente e indiretamente pelo sistema não hesitem em sustentá-lo, de forma a gerar recursos para reinvestimento e inovação, mantendo o modelo competitivo em um ciclo positivo de geração de riqueza e valor para todos os envolvidos, sejam eles Operadores Logísticos ou Transportadoras, Fornecedores, Fabricantes, Atacadistas ou Varejistas e o Cliente final. Se você não está satisfeito, comece questionando sua microestrutura.

 Entenda se seus processos estão realmente alinhados com as necessidades e expectativas do mercado. Avalie se não existem lacunas ou redundâncias significativas. Verifique também se você conta com um capital humano tecnicamente capacitado, motivado e apto a se tornar um agente ativo de mudanças, se não tem, contrate, treine, motive. E também certifique-se que pessoas e processos trabalham a seu favor, ou seja, garanta que os sistemas de gestão extraiam aquilo que a sua microestrutura tem de melhor a oferecer. Sem isso, nada valerá ter a melhor macroestrutura à sua disposição. A macroestrutura é, em quase sua totalidade, resultado da microestrutura. Por exemplo, se você pretende reduzir seu tempo de ciclo e deseja atender os clientes do Interior Paulista em até vinte quatro horas da captação de um pedido, você precisará, além de estruturar sua equipe operacional, os sistemas de informação e as ferramentas de gestão a microestrutura, rever a sua malha logística a macroestrutura, instalando, por exemplo, um Centro de Distribuição Avançado em Ribeirão Preto SP e criando uma linha de abastecimento para ressuprimento dos estoques, gerenciada através de algum mecanismo kanban ou sistema parcial ou totalmente informatizado. Na prática não importa se tudo vai bem, ou se as coisas caminham de mal a pior. Um tem a difícil tarefa de manter-se no topo, distante de seus concorrentes, mas muito próximo de seus Clientes. O outro, precisa rever de forma parcial ou total aquilo que está fazendo. É tão difícil quanto o anterior. É mais complexo pois o tempo é curto e a margem para errar está comprometida. Portanto, prepare-se para uma longa e desafiadora jornada.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Artigo: Os custos de transportes continuarão aumentando...e agora


Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda
 Parece exagero mas não é. Alguns dirão que é uma visão pessimista do futuro, mas também não é. Essa é a realidade. Isso é certo. Os custos com o transporte de cargas continuarão aumentando nos próximos anos. Mas por que isso ocorrerá.
 Primeiro, pense nos principais itens de custo de uma operação de transportes. Na média e longa distância se destacam tanto os custos fixos como os variáveis, envolvendo diesel, pneus, manutenção, motorista, depreciação do veículo e remuneração do capital investido nos ativos operacionais. Na curta distância e na distribuição urbana preponderam os custos fixos, que chegam a representar 70 por cento a 80 por cento dos custos totais, no qual sobressaem os gastos com a tripulação, depreciação do veículo e a remuneração do capital.
 Segundo, precisamos ter em mente que a operação de transportes é também dependente de ativos operacionais. Não se opera sem a frota de longo percurso e sem veículos de coleta e entrega na carga fracionada. Também não se opera sem uma infraestrutura mínima de terminais de carga e até de armazéns. Tudo isso custa caro, muito caro. E é claro, tudo isso depende de muita gente para que funcione adequadamente, sem se transformar em um gargalo para a operação de transportes. Toda vez que alguma restrição desequilibra o sistema, mais gente é contratada como forma de tentar contornar ou até solucionar o problema.
 É aí que reside o problema. Essa alta dependência do capital humano pode ser considerada a raiz de todos os problemas que levarão ao aumento dos custos com transportes. Não que os outros componentes do custo possam ser colocados em um nível inferior de importância, mas a questão da mão de obra é mais complexa. Teremos aumentos de custos com diesel, pneus, peças de manutenção, pedágio, etc., mas teremos uma pressão ainda maior oriunda da mão de obra.
 A operação de transportes é caracterizada por ser de mão de obra intensiva. Envolve gente, muita gente. Não apenas os motoristas, mas também ajudantes na entregas urbanas, pessoal envolvido na gestão (área de tráfego) e outros recursos na carga e descarga dos veículos ao longo de todo o fluxo operacional.  E gente custa caro. Não apenas salários, mas também os encargos sociais e os benefícios, cada vez mais representativos na tentativa de atrair e reter os melhores profissionais.
 Dentre o enorme contingente de pessoas necessárias para a operação de transportes, podemos destacar a posição dos motoristas, personagem vital na operação e protagonista dessa complexa atividade chamada transporte.
 A profissão de motorista, desvalorizada há muitos anos, vem recuperando seu valor, muito em função de uma questão primária, de oferta e demanda. A demanda por novos motoristas é muito grande, enquanto que a oferta é limitada. Daí o aumento do custo com motoristas.
 A atividade de motorista passa por um momento delicado. A velocidade de reposição dos profissionais no mercado é muito inferior à necessidade existente. Representantes do setor de transporte de cargas falam em um déficit de 150 mil motoristas no Brasil. É um número altamente representativo, que representa cerca de 8 por cento da nossa frota, e que deverá se agravar nos próximos anos.
 Pouco atrativa, não apenas pela questão da remuneração, mas também pelas próprias condições de vida, a profissão de motorista não é bem vista pela nova geração, que tem hoje entre 20 e 30 anos de idade.
 A possibilidade de conhecer o Brasil, de desbravar novas regiões, de trabalhar com relativa liberdade, e de ainda aspirar a ser o dono de seu próprio caminhão ou de até de uma frota de veículos (como realmente acontecia no passado), não atrai mais os novos profissionais. Hoje eles querem perspectivas mais concretas de crescimento, rápida ascensão a novas posições, status, bons (e garantidos) rendimentos financeiros, etc. Querem também um melhor equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, algo praticamente impossível nessa conturbada profissão de motorista.
 A demanda por novos motoristas será reforçada pela necessidade de substituir os profissionais autônomos, que aos poucos serão absorvidos pelas pequenas, médias e grandes transportadoras, já que é particamente certa a morte de grande parte dessa importante categoria, em função das dificuldades financeiras para a manutenção e renovação da frota. Até quando operarão sem a modernização ou substituição dos veículos atuais.
 A baixa produtividade operacional é um outro fator que colabora para agravar ainda mais a questão da necessidade de novos motoristas para o setor do transporte de cargas. Os excessivos tempos perdidos na espera para carga e descarga ou em congestionamentos nas grandes cidades interferem de forma direta na produtividade da frota. Deixamos de fazer mais com menos; pelo contrário, acaba existindo uma demanda cada vez maior por mais veículos, mais espaço e mais gente.
 A nova lei que disciplina a jornada de trabalho do motorista profissional (lei 12.619 de 30/04/2012) e que limita em 10 horas por dia a atuação do motorista, também contribui para uma maior demanda por profissionais. Para evitar que os caminhões fiquem mais da metade de seu tempo diário parado, dificultando a diluição dos custos fixos e a obtenção de receitas adicionais, as Transportadoras são obrigadas a buscar mais mão de obra.
 Devido a esses fatores e a outros secundários de menor importância, a categoria tem obtido valorização acima da média do mercado e dos indicadores oficiais do Governo. Se o piso da categoria está ao redor de 1.800,00 reais (base motorista carreteiro em São Paulo), na prática temos motoristas apresentando ganhos superiores a 3.500,00 reais por mês. As Transportadoras estão se desdobrando com verdadeiras fórmulas mágicas para complementar  a remuneração de seus motoristas para não perdê-los para outras empresas e até setores.
 Enquanto não atingirmos um ponto de equilíbro entre a oferta e a demanda por profissionais, o custo continuará aumentando. A questão é: como resolver esse problema. O que fazer para atrair novos profissionais, sem ampliar os custos com a contratação da mão de obra. Na verdade, não há muito o que ser feito. Como pagar apenas 2.000,00 reais ou  2.500,00 reais a um profissional que utiliza um ativo de 250.000,00 reais a 500.000,00 reais, transportando cargas de milhares (ou até milhões) de reais.
 Todos teremos que trabalhar muito para buscar ações compensatórias, que minimizem o impacto do aumento dos custos. Embarcadores e Transportadoras precisarão avançar na gestão da atividade de transportes e na atuação colaborativa, caso contrário, se tornarão agentes passivos e verdadeiros reféns dos custos operacionais. É isso que você deseja.
 Quer saber mais a respeito do cenário do transporte rodoviário de cargas e/ou dos custos operacionais. Participe dos Treinamentos da Tigerlog. 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Artigo Qual o maior DESPERDÍCIO em um Armazém?

Atenção! 
A Tigerlog agora ministrará também treinamentos em RS e SC.
Maiores informações através do e-mail: treinamento@tigerlog.com.br



Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Você é permanentemente desafiado a aumentar o desempenho do seu armazém. É confrontado, diariamente, com inúmeras possibilidades de redução de custos e aumento de produtividade. É cobrado pela sua chefia para reduzir os desperdícios existentes na sua operação de movimentação e armazenagem. Mas, afinal, qual o maior desperdício em um armazém?

Se você pensou em espaço físico? Errou...

Ah, pensou em máquinas, equipamentos, ou seja, na infraestrutura operacional? Também errou...

Pensou em pessoas? Na baixa produtividade, no absenteísmo, no turn-over? Passou perto, mas também errou...

Afinal, qual o maior desperdício existente em um armazém?

O maior desperdício é o CONHECIMENTO!  Ou seja, as pessoas que ali trabalham, sabem o que fazer, como fazer e quando fazer, mas em muitos casos, NÃO FAZEM! E por que não fazem?

Vários são os fatores, mas a grande maioria deles está relacionado à falta de estímulos, sejam eles comportamentais ou até financeiros. O clima organizacional favorece essa postura proativa? A liderança colabora para "despertar" na sua equipe esse espírito empreendedor?  Existe espaço para o empowerment, ou seja, a empresa encoraja a tomada de decisão?

Outros fatores interferem, como a questão técnica e conceitual. As pessoas foram devidamente treinadas e novas competências técnicas foram adicionadas? Foi proporcionado à sua equipe o contato com as corretas ferramentas de gestão para a melhoria contínua? A equipe sabe como identificar um problema e solucioná-lo?

Em armazéns, as melhorias bottom-up (debaixo para cima) são muito mais efetivas do que as melhorias top-down (de cima para baixo). Propostas que vem de cima para baixo normalmente funcionam como decretos-lei, e não contam com a total adesão da equipe. Podem ter efeito temporário, mas no médio e longo prazo acabem se perdendo.

Por isso, viabilize a melhoria do seu armazém através das melhorias que envolvam o pessoal operacional, em todos os níveis. Faça isso utilizando as ferramentas da qualidade total, como PDCA, 5W2H, Espinha de Peixe, Brainstorming, Cinco Porquês, etc.

Leva tempo, mas os resultados serão realmente consistentes. Paralelamente a isso, comece a pensar em formas objetivas de remunerar a sua equipe por desempenho.

Você vai ver...em pouco tempo o DESPERDÍCIO de CONHECIMENTO será revertido em resultados incríveis para a sua empresa!
TREINAMENTOS EM DESTAQUE
 
- Ferramentas da Qualidade Total aplicadas a Projetos em Logística
Data 13/07/2013
Horário 08h00 às 17h00
Investimento 650,00
Local Hotel Mercure Privilege - São Paulo/SP

- Metodologia Técnica aplicada a Projetos de Centros de Distribuição
Data 18/07/2013
Horário 08h00 às 20h00
Investimento 1000,00
Local Hotel Quality Moema - São Paulo/SP
 
- Gestão Estratégica em Purchasing
Data 20/07/2013
Horário 08h00 às 17h00

Investimento 700,00
Local Hotel Mercure Privilege - São Paulo/SP

 
- Custeio e Formação de Preços para Carga Lotação e Fracionada
Data 29/07/2013
Horário 08h00 às 17h00
Investimento 650,00
Local Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos/SP
 
Maiores informações através do e-mail treinamento@tigerlog.com.br 
ou, através do site www.tigerlog.com.br

terça-feira, 18 de junho de 2013

Artigo Um Atalho para Reduzir Custos em Armazéns

Atenção! 
A Tigerlog agora ministrará também treinamentos em RS e SC.
Maiores informações através do e-mail: treinamento@tigerlog.com.br



Quer reduzir custos com as operações de movimentação e armazenagem de materiais de uma forma rápida e inequívoca?

Não existe uma fórmula mágica para isso, basta focar naquilo que realmente "pesa" em um Centro de Distribuição.

Os custos com mão de obra respondem por 40% a 60% do custo total de um armazém, portanto, a receita para reduzir custos com a movimentação e armazenagem de materiais passará necessariamente pela mão-de-obra.

Muitos gerentes, coordenadores e encarregados da área logística acreditam que basta implantar uma nova tecnologia (possivelmente um software WMS - Warehouse Management System) ou investir em um novo equipamento para alcançar maior produtividade e, consequentemente, reduzir o efetivo operacional. Apesar de estarem relativamente certos, precisam rever essa visão. A melhor forma de reduzir custos em armazéns passa, na maioria das vezes, por uma melhor gestão da equipe e por uma revisão dos processos-chave da operação.

Uma boa gestão de pessoal converte “recursos humanos” em “capital humano”, transformando-os em agentes inteligentes e pró-ativos, que poderão, efetivamente, identificar e implementar melhorias nos processos. E em armazéns, particularmente, a melhoria bottom-up (de baixo para cima) é muito mais eficaz que o tradicional modelo top-down (de cima para baixo)

Uma pesquisa realizada há alguns anos atrás nos EUA, conduzida pela Material Handling Management, batizada de “Census of Distribution” apontou que 80% dos profissionais de logística pesquisados afirmaram que a melhoria dos processos havia trazido o mais positivo impacto sobre as operações e infra-estrutura do armazém, sobressaindo sobre os resultados obtidos com novas tecnologias e novos equipamentos.

Portanto, apoie programas internos que motivem a participação dos funcionários na melhoria dos processos. Defina metas e indicadores. Planeje, execute e controle. Compartilhe parte dos ganhos obtidos com a equipe.  E melhore o moral dos seus funcionários, criando um confortável, limpo e seguro ambiente de trabalho.

Em paralelo, trabalhe no mapeamento, análise e revisão dos processos do Centro de Distribuição, eliminando lacunas e redundâncias.

Elimine possíveis barreiras que possam comprometer a comunicação entre você e sua equipe. Esteja mais presente no chão de armazém.

Encoraje seu pessoal a adotar conceitos como Lean Logistics e Six Sigma. Implemente projetos de melhoria contínua, para que a sua operação tenha respostas rápidas e eficientes para as mudanças de mercado.

Confie em sua equipe e conceda autonomia. E usufrua os resultados obtidos!

TREINAMENTOS EM DESTAQUE


- Gestão de Alta Performance em Armazéns - CONFIRMADO
Data 22/06/2013
Horário 08h00 às 17h00
Investimento 700,00
Local Hotel Mercure Privilege - São Paulo/SP

- Ferramentas da Qualidade Total aplicadas a Projetos em Logística
Data 13/07/2013
Horário 08h00 às 17h00
Investimento 650,00
Local Hotel Mercure Privilege - São Paulo/SP

- Metodologia Técnica aplicada a Projetos de Centros de Distribuição
Data 18/07/2013
Horário 08h00 às 20h00
Investimento 1000,00
Local Hotel Mercure Privilege - São Paulo/SP

- Gestão Estratégica em Purchasing
Data 20/07/2013
Horário 08h00 às 17h00

Investimento 700,00
Local Hotel Mercure Privilege - São Paulo/SP

 
- Custeio e Formação de Preços para Carga Lotação e Fracionada
Data 29/07/2013
Horário 08h00 às 17h00
Investimento 650,00
Local Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos/SP

Maiores informações através do e-mail treinamento@tigerlog.com.br 
ou, através do site www.tigerlog.com.br

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O que esperar do segundo semestre?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Já nos aproximamos do segundo semestre, e parece que assistiremos ao mesmo filme passado em 2012. Guido Mantega, o mais incompentente e atrapalhado Ministro da Fazenda dos últimos 20 anos, volta a revisar para baixo a previsão do PIB para 2013.

No início do ano, Mantega bradou aos quatro cantos que teríamos um PIB de 4,5%. Agora, depois  de anunciar um crescimento de apenas 0,6% no primeiro trimestre em relação ao último trimeste de 2012, o ministro começa a revisar sua estimativa para baixo, insinuando algo inferior a 3,5%. Especialistas do mercado já falam em 2,0% a 2,5%. Eu, particularmente, reitero a estimativa feita em um artigo escrito no início de Março, onde escrevi que não deveríamos esperar taxas entre 3% e 4%, mas algo muito inferior a isso! Aposto em algo ao redor de 1,5% a 2,0%. Espero estar errado, muito errado!

A badalada economia brasileira vem mostrando sinais de enfraquecimento. A inflação vem crescendo de forma alarmante. A geração de novos postos de trabalho está em desaceleração. Juros estão em alta. A balança comercial vem apresentando resultados decepcionantes. O câmbio oscila de forma preocupante. O índice de endividamento das famílias é muito alto e elase estão reduzindo seu consumo, o motor da economia interna. E o pior de tudo, o Governo mostra sua tamanha incapacidade em lidar com tudo isso. Está mais preocupado com o cenário político do que com medidas realmente necessárias para reverter o rumo econômico.

O Governo mostra também a sua falta de habilidade política quando tem dificuldades para aprovar uma medida provisória tão importante como essa que trata dos portos brasileiros. Se não abrir o bolso, nada conseguirá de seus "aliados".

Diante disso, as empresas precisam tomar algumas atitudes que considero vitais para a sobrevivência e crescimento nesse momento tão preocupante e conturbado.

Primeiro, deverão aperfeiçoar seus mecanismos de gestão financeira. A grande maioria sequer tem uma DRE - Demonstração do Resultado do Exercício, ferramenta importantíssima para a tomada de decisões. Algumas até têm uma DRE, mas a obtem com 20, 30, 60 dias de defasagem. Guiam seus carros utilizando apenas espelhos retrovisores. No caso dos Embarcadores, muitas vezes faltam instrumentos de gestão dos custos logisticos; infelizmente, os tradicionais sistemas de custeio trazem pouco ou nenhum detalhe dos custos existentes, e mais raramente ainda, funcionam como uma ferramenta analítica de apoio à tomada de decisão.

Segundo, deverão melhorar seu processo de custeio e formação de preços. Infelizmente, a grande maioria das empresas não conta com uma inteligência nessa área. Trabalham na tentativa e erro, e colocam seu negócio em risco, diariamente, a cada novo cliente conquistado.

Terceiro, deverão trabalhar arduamente para reter seus talentos. Não poderão, em hipótese alguma, perder esse pessoal diferenciado, acima da média, capazes de promover as mudanças necessárias na empresa. Essas pessoas funcionam como agentes catalisadores, contribuindo diretamente para a inovação e para os resultados financeiros da empresa.

Quarto, deverão trabalhar na elaboração de contratos ganha-ganha, buscando um maior equilíbrio entre Embarcadores e Transportadoras.Muitas empresas sequer têm contratos, e aqueles poucos que têm, contam com clausulas que pouco favorecem uma parceria de longo prazo. Normalmente tratam com detalhes os deveres da Contratada (neste caso a Transportadora), se estendendo por 2 ou 3 páginas, mas quando se referem aos deveres da Contratante (os Embarcadores), trazem uma ou duas linhas, em geral, relacionadas à obrigação do pagamento dos serviços prestados.

Quinto, deverão contar com indicadores de desempenho, metas e com uma metodologia de gestão que estimule o trabalho entre os diferentes níveis hierárquicos, departamentos e Clientes. E que tal pensar em uma remuneração atrelada ao desempenho (meritocracia)?

E por fim, deverão trabalhar de forma objetiva e eficaz na identificação de oportunidades de melhorias na empresa e na busca por alternativas para a redução de custos e melhores níveis de serviço. Aí é importante e vital, investir na capacitação de seu pessoal. Treinamento, se bem realizados, motivam as pessoas e acrescentam novas competências. Infelizmente, em momentos como esse, de dúvidas e de certo pessimismo, as empresas deixam de investir na reciclagem e formação da equipe.


Não seja mais uma vítima da crise e da inércia intelectual. Não deixe esse momento de indecisão se apoderar da sua empresa e de seus colaboradores. Trabalhe para transformar uma eventual crise em um momento de grandes oportunidades!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Artigo O combate a “Guerra dos Portos” e o alerta do BID

Artigo escrito por Dirceu Antonio Passos, Consultor Tributário da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda
Para o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) a principal diferença entre o sistema tributário brasileiro e o de outros países está nas formas de arrecadação dos tributos, ou seja, em países mais desenvolvidos o padrão é tributar os lucros, renda e o patrimônio, já no Brasil, ao contrário, tributam-se a produção e consumo, impedindo assim, o desenvolvimento.

Em um ambiente empresarial competitivo e ao mesmo tempo sujeito a um sistema tributário complexo como o nosso, todo cuidado é pouco para não onerar ainda mais os custos e preços dos produtos e serviços ou deixar de cumprir com as regras fiscais e assim gerar passivos tributários para a empresa.


Em recente estudo do BID, publicado em formato de livro e que visa orientar o empresário estrangeiro quanto aos investimentos no país, o Brasil ocupa a última posição do mundo no indicador de
“horas gastas pelas empresas na preparação e pagamento de impostos” (mais de 2.600 horas por ano). O estudo destaca que a Receita Federal do Brasil tem reconhecimento internacional pela sua eficiência e modernidade, com excelente capacidade técnica e bons indicadores de desempenho, o que de certa forma, justifica a evolução da arrecadação nos últimos 20 anos.

O relatório do BID revela que um dos maiores problemas a serem enfrentados numa reforma tributária está ligado ao combate da complexidade do sistema tributário nacional e que impõe custos pesados aos contribuintes, e enfatiza aquilo que todos nós brasileiros já sabemos quanto ao ICMS, a sua ampla dispersão de alíquotas efetivas num único imposto provoca distorções como a chamada “guerra fiscal” entre Estados.
 
O pior de tudo é saber que nem mesmo Relatório do BID, “Impostômetro” e os apelos das entidades empresariais tem sensibilizado o legislador quanto ao “custo Brasil”. Exemplo disso é o que temos assistido com o chamado “combate a guerra dos portos” (Resolução Nº 13/12 do Senado Federal), ou seja, desde 1º de janeiro de 2013, vigora no país a alíquota interestadual de ICMS de 4% nas operações com mercadorias importadas do exterior ou submetidas a processo de industrialização com conteúdo de importação superior a 40%.
 
A medida, segundo alguns analistas, se faz necessária para acabar com as ações de Estados como Santa Catarina e Paraná, que para estimularem o desembaraço aduaneiro através de seus portos e dinamizar suas economias, passaram a conceder Incentivos do ICMS de forma exagerada, e assim, ter gerado a chamada “Guerra dos Portos”.

Para se entender esta ”Guerra dos Portos” é simples, por exemplo, um contribuinte estabelecido no Estado de São Paulo adquire mercadorias do exterior, no desembaraço aduaneiro no Porto de Santos, recolhe 18% de ICMS. Se esta mesma empresa decide desembaraçar a mercadoria em qualquer outro Estado que concede benefício fiscal, não recolherá nada por ocasião do desembaraço aduaneiro, uma vez que o Estado concede o chamado “Diferimento do ICMS”. Quando ocorrer a venda desse mesmo produto para um cliente em São Paulo, por exemplo, destacará o ICMS de 12% (ICMS então devido em operações interestaduais com destino aos Estados do Sul/Sudeste/Centro Oeste). Entretanto, não recolhe 12% já que recebe outro benefício, o chamado crédito presumido de 9%. Logo, recolherá àquele Estado apenas 3% (alíquota efetiva). O ganho obtido na operação será de 9%.

Como visto, a fixação de alíquota de ICMS em 4% é necessária para eliminar
as ações predatórias dos Estados pela arrecadação do ICMS e estamos de acordo, o problema é que esta medida acabou por criar mais obrigações acessórias ao contribuinte e que estão na contramão da orientação do BID. Observe-se que esta regra impõe ao contribuinte o dever de informar dados sigilosos da negociação (custo de importação) e o absurdo de exigir o controle no fluxo das mercadorias importadas por toda a cadeia logística.

Em resumo, o relatório do BID vem de encontro com tudo àquilo que já sabemos, o Brasil é um país com mais de 80 tipos tributários (impostos, taxas e contribuições) que impõe ao empresário a obrigação de, a cada ano, apresentar mais de 160 declarações para facilitar o controle das arrecadações dos tributos, possui a mais alta carga tributária do mundo (hoje, girando em torno dos 38% do PIB) e tem elevado custo para cumprir as obrigações fiscais acessórias (aproximadamente 1% do faturamento bruto das empresas segundo estudos do IBPT).

Seguindo a recomendação do BID, são necessárias reformas tributárias urgentes, eficientes e que não onere ainda mais o contribuinte com burocracia. O legislador poderia começar a mostrar ao mundo esta vontade simplificando as regras de “combate a guerra dos portos” da Resolução SF 13/12.
TREINAMENTOS EM DESTAQUE 

- Logística Fiscal / Tributária - Aplicada ás Operaçãoes Logísticas
Data 25/05/2013
Horário 08h00 às 17h00
Investimento 700,00
Local Hotel Mercure Privilege - São Paulo/SP
 
- Custeio e Formação de Preços para Carga Lotação e Fracionada
Data 05/06/2013
Horário 08h00 às 17h00
Investimento 500,00
Local Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos/SP

- Formação de Engenheiros Logísticos - TURMA X 
Data 10 à 13/06/2013
Horário 08h00 às 20h00
Investimento 3.000,00 até 5x de 600,00
Local Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos/SP
 
- Geração de Lucros nas Transportadoras: Como Aumentar Receita e Reduzir Custos e Despesas Operacionais
Data 24/06/2013
Horário 08h00 às 17h00
Investimento 700,00
Local Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos/SP

Maiores informações através do e-mail treinamento@tigerlog.com.br
ou através do site www.tigerlog.com.br