Mostrando postagens com marcador curso de logística. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador curso de logística. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Transportadoras em um Beco (quase) sem Saída...Existe Solução?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Você já deve ter utilizado essa expressão: "Estamos em um beco sem saída". Ela normalmente é utilizada quando nos encontramos em situações extremamente complexas, difíceis de serem resolvidas, onde nos restam pouquíssimas alternativas. É exatamente o que está acontecendo com a granda maioria das Transportadoras neste momento.

A alta de custos operacionais (diesel, mão de obra, etc.) e os anos de defasagens acumuladas em seus preços, colocaram as Transportadoras em uma situação de alerta extremo. Ou elas imediatamente tomam medidas corretivas e preventivas, ou sucumbirão diante dos desafios futuros.

A verdade é que atingimos uma situação altamente preocupante, que se não for revertida a tempo, levará a uma gigantesca taxa de mortalidade entre as Transportadoras brasileiras, colaborando para corroer um dos mais importantes e estratégicos segmentos da economia, o setor de transportes!

E isso, no médio prazo, contribuirá para um aumento natural do preço dos fretes, em função da oferta e da demanda por serviços.

Não podemos culpar apenas os Embarcadores. Grande parcela da responsabilidade por essa situação caótica deve ser atribuída aos próprios Transportadores, que por sua incapacidade de custear e formar preços, acabaram propondo ou aceitando fretes incompatíveis com as suas realidades operacionais.

O que fazer agora?

A primeira coisa a fazer, é obter os custos reais da sua empresa e apresentar as defasagens para os seus Clientes. De nada adiantará ir ao mercado e reclamar aumentos, se você não sabe exatamente, o quanto pedir. Poderá perder uma excelente oportunidade. Sem argumentos numéricos, você poderá propor 15% de reajuste e aceitar 5%, achando que fez um ótimo negócio. Prepare-se para uma negociação longa e exaustiva.

Seu Cliente está lhe ameaçando com uma cotação no mercado? Sem problemas! Assim ele descobrirá que os fretes estão realmente defasados. Não tema! Ah, mas vai aparecer uma meia dúzia de malucos orçando fretes ainda menores? Sim, claro! Mas aguarde! Seu Cliente provavelmente terá feito um péssimo negócio, e em breve lhe procurará para renegociar, isso se o seu interlocutor ainda estiver empregado!

O segundo passo é mais complexo. Trata de identificar medidas internas para a otimização dos resultados da empresa, definir metas, desenvolver ações de melhoria contínua e monitorar os resultados obtidos.  Isso envolverá pessoas, processos, sistemas de gestão, ferramentas tecnológicas e infraestrutura. É um processo de diagnóstico demorado e complexo, mas necessário. Sem isso, sua empresa será pouco competitiva no mercado.

O terceiro passo trata de uma reorientação estratégica. Ou seja, para onde direcionar a sua empresa no futuro. Onde queremos chegar e como faremos para chegar lá. É um exercício vital para a sobrevivência e perpetuação da empresa. Execute-o imediatamente, e se possível contanto com o auxílio de profissionais especializados.

Realmente, parece que estamos em um "buraco sem saída" e que não há mais o que fazer. A boa notícia é que ainda há o que fazer. A má notícia é que nada será resolvido de forma simples e rápida; vai exigir investimentos, dedicação e perseverança da empresa e de seus colaboradores. É difícil, mas ainda não é impossível.


Infelizmente, muitas Transportadoras não terão fôlego suficiente para essa última caminhada, ou não saberão trilhar o caminho correto, e engrossarão as estatísticas das empresas de Transportes que já não existem mais. Você não quer fazer parte dessa lista, quer? 

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Sua empresa está preparada para os difíceis desafios que vem por aí?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Independente das questões macroeconômicas e dos rumos almejados pelo setor público, o que vem por aí é realmente preocupante para Operadores Logísticos e Transportadoras. Você já percebeu como está cada vez mais difícil e mais caro conseguer aquele mesmo R$ 1,00 de faturamento? E quando falamos de rentabilidade ou lucro? Em alguns casos isso parece uma missão impossível!

Não se trata de pessimismo, mas de uma dose reforçada de REALISMO. Os próximos anos serão difíceis e realmente desafiadores para Operadores Logísticos e Transportadoras. E por que?

Vários fatores levarão a um aumento da complexidade na operação logística e que refletirão diretamente no relacionamento comercial entre os Embarcadores e prestadores de serviços e na rotina diária das Transportadoras e Operadores Logísticos.

Um deles trata do arrefecimento (ou perda de entusiasmo) no relacionamento entre os Embarcadores e seus parceiros. As relações serão marcadas por menor tolerância, alternância de humor, maior desconfiança, maior impessoalidade e por cobranças permanentes. Se já andava difícil, ficará ainda pior devido ao aumento dos custos operacionais, decorrentes dos sucessivos reajustes nos insumos produtivos (diesel, pneu, peças de manutenção, etc.) e das maiores dificuldades no planejamento, gestão e operação do dia-a-dia.

Embarcadores pressionados por menores custos e maiores níveis de serviço, colaborarão para uma relação de alta tensão. Os contratos formais, quando estabelecidos, deverão reforçar ainda mais os aspectos ganha-perde do negócio, a favor do Embarcador obviamente.

Com custos cada vez maiores, as Transportadoras e Operadores Logísticos precisarão realizar um gigantesco e contínuo esforço na identificação e implantação de oportunidades de melhorias. Não haverá espaço para "depois", ou "quando der", e tampouco margem para iniciativas na modalidade "tentativa e erro". Será praticamente proibido errar!

Não é exagero; isso será uma questão de sobrevivência. Para manterem-se competitivas no mercado, as Transportadoras e os Operadores Logísticos deverão otimizar seus resultados, extraindo o melhor que puder de sua infraestrutura operacional, processos, sistemas informatizados e pessoal. A questão é: como realizar tudo isso, de forma natural, objetiva e constante?

Será preciso dotar o pessoal chave da sua empresa de uma visão e conhecimento avançado  dos custos operacionais. Não se tratará apenas de uma melhor base conceitual, mas de sistemas informatizados e de relatórios financeiros que permitam uma maior visibilidade e um mais confiável processo de tomada de decisão. Como evoluir rapidamente de uma empresa paternalista, pessoal, emotiva e intuitiva para um novo modelo, mas racional,  matemático, impessoal e meritocrático?

Também será necessário realizar uma revolução cultura na empresa, que mexerá com DNA pedominante. Executivos serão cobrados por uma visão mais estratégica e por uma rotina de gestão, e não de execução. Vendedores precisarão ser mais técnicos; será imprescindível reduzir os esforços "inúteis" de vendas. Operacionais deverão atuar menos como "bombeiros", que diariamente apagam incêndios, muitas vezes intermináveis, se posicionando de forma inteligente diante das não conformidades existentes. Profissionais da área Financeira serão cobrados por uma melhor administração do fluxo de caixa e por maiores informações para a tomada de decisão, principalmente aquelas relacionadas à identificação de clientes ou serviços pouco lucrativos. Departamentos de Recursos Humanos deverão atuar na atração e retenção de talentos ao invés de limitarem-se apenas às atividades burocráticas e legais relacionadas à contratação, pagamento e demissão de pessoal. A área de Qualidade deverá servir como suporte essencial para a melhoria contínua e mola propulsora dessa mudança  cultural.

Estamos falando de uma mudança radical de postura. Comece fazendo um diagnóstico da sua empresa, para identificar as medidas mais importantes e prioritárias para a sua empresa. Na sequência, implemente as mudanças necessárias, de forma avassaladora e irreversível. Se demorar ou se vacilar, poderá não dar mais tempo. Neste momento, o relógio não trabalha a nosso favor.


Mais do que simplesmente "endurecer sem perder a ternura", estamos tratando de um rápido e necessário amadurecimento das empresas. Amadurecimento que precisará ocorrer de forma rápida e consistente. Erros poderão se fatais. Sua empresa está realmente pronta para os difíceis desafios que vem por aí?

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

E aí, cotou

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

 Com o inevitável aumento dos fretes que vem por aí, que postura adotar
 Existem diversas saídas diante do aumento dos custos com transportes, e uma das mais convencionais medidas tomadas pelas empresas neste momento é a de partir para a cotação de tarifas junto a outras transportadoras. Dependendo da forma de como for conduzida, essa prática realmente poderá trazer excepcionais benefícios financeiros, sem que isso necessariamente acarreta na perda no nível de serviço.

Como fazer.

Primeiro, comece levantando uma lista de potenciais parceiros no transporte de cargas. Identifique novas Transportadoras em publicações impressas especializadas, em websites ou busque referências no mercado. É trabalhoso e demorado, mas isso será crucial para os passos seguintes. Para cada Transportadora a ser selecionada em seu modelo de distribuição, busque pelo menos 20 a 30 opções nessa fase inicial de prospecção de parceiros.
 Em seguida, envie uma carta convite à sua lista de potenciais parceiros, solicitando a confirmação do interesse da empresa em participar do seu processo licitatório.
 Para aqueles que confirmarem formalmente a participação no edital de concorrência, envie um questionário técnico, conhecido no meio logístico como RFI - Request for Information. Nele constarão diversas perguntas relacionadas à infraestrutura da empresa, serviços prestados, principais clientes, cobertura geográfica, segmentos de atuação, tecnologias disponíveis, entre outros. Defina pesos para cada item, conforme a relevância de cada item para a sua empresa.
 Receba os questionários preenchidos, totalize os pontos de cada empresa e elabore um ranking. Defina a pontuação de corte pontos mínimos e obtenha a relação de empresas qualificadas para a etapa seguinte. Informe a todos os participantes a sua continuidade ou não no processo seletivo.
 Apenas para as empresas habilitadas para a próxima fase, disponibilize dados detalhados sobre a operação. Normalmente relacionamos informações referentes a volumes kg e m³, quantidade de notas fiscais, números envolvidos, origens e destinos, sazonalidade da operação, requerimentos de qualidade, questões legais e temas relacionados a saúde, segurança e meio ambiente. Essa etapa é conhecida como RFP - Request for Proposal, e ao final dela, as empresas deverão apresentar uma proposta técnica e comercial. Fique atento ao nível de detalhamento dos dados, pois quanto menos você abrir, maiores tenderão a ser os desvios de preços para cima, dada a insegurança das Transportadoras.
 Defina um modelo padrão de precificação, para evitar ter que comparar banana com laranja. Isso pode ser feito em Excel, seguindo juntamente com o caderno contendo os dados da operação atual.
 Consolide as cotações passadas e simule os novos custos operacionais. Identifique as empresas mais bem posicionadas e inicie uma rodada inicial de negociação, com o intuito de buscar bom preços.
 Faça tantas rodadas de negociação quantas forem necessárias até que você consiga alcançar o número desejado de parceiros e custos competitivos.
Definidos os finalistas, parta para uma auditoria técnica, in-loco, com visitas às instalações dos prováveis futuros parceiros. Novamente, desenvolva um check-list e defina uma pontuação para cada item. Após as visitas, contabilize a pontuação de cada empresa e defina as empresas ganhadoras.
 Por fim, estabeleça contratos formais, no qual deverão estar claramente definidos os direitos e deveres de cada parte. E defina uma metodologia de gestão.
 Daí para frente, é só gerenciar a parceria de forma colaborativa. Bom trabalho.
 A Tigerlog oferece consultoria na cotação de fretes e também comercializa soluções que poderão lhe ajudar caso você opte por realizar a sondagem no mercado com recursos próprios.
 Veja abaixo 
Material
Breve Descritivo
Preço
Lista de Transportadoras
Arquivo em Excel contendo nome, website, e-mail, telefone e tipo de serviço prestado por mais de 2.600 transportadoras de todo o Brasil.
 350,00 reais mais impostos
Modelo de Questionário Técnico ou RFI - Request for Information
Arquivo em Excel abordando cerca de 50 aspectos técnicos para a avaliação de Transportadoras
150,00 reais
mais impostos
Modelo de RFP - Request for Proposal
Arquivo em Word com estutura geral e tópicos de uma RFP, com exemplos de dados e tabelas a serem anexadas ao caderno técnico.
150,00. reais mais impostos
Formulário para Auditoria em Transportadoras Visita Técnica
Check-list em Excel, utilizado na visita às Transportadoras, com mais de 60 temas abordados.
150,00  reais mais impostos
Modelo de Contrato de Prestação de Serviços de Transporte de Cargas
Material em Word, com grande detalhamento técnico, contendo descrição do escopo, requerimentos técnicos, direitos e deveres de cada parte, SLAs, cláusulas de rescisão, questões comerciais, entre outras
350,00  reais mais impostos
Adquirindo o pacote completo, o custo será de 1.000,00 Mil Reais, mais impostos PIS, COFINS e ISS. pagamento através de depósito em conta-corrente, a favor de GUEPARDO CONSULTORIA E SERVIÇOS TÉCNICOS LTDA., CNPJ 10.535.447/0001-19, I.E. isenta.
 Material será remetido por e-mail, após a confirmação do depósito bancário.

 Contato através do e-mail marcoantonio@guepardologistica.com.br .

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Sua empresa está preparada para os difíceis desafios que vem por aí

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda
 Independente das questões macroeconômicas e dos rumos almejados pelo setor público, o que vem por aí é realmente preocupante para Operadores Logísticos e Transportadoras. Você já percebeu como está cada vez mais difícil e mais caro conseguer aquele mesmo 1,00  real de faturamento. E quando falamos de rentabilidade ou lucro. Em alguns casos isso parece uma missão impossível
 Não se trata de pessimismo, mas de uma dose reforçada de REALISMO. Os próximos anos serão difíceis e realmente desafiadores para Operadores Logísticos e Transportadoras. E por que
 Vários fatores levarão a um aumento da complexidade na operação logística e que refletirão diretamente no relacionamento comercial entre os Embarcadores e prestadores de serviços e na rotina diária das Transportadoras e Operadores Logísticos.
 Um deles trata do arrefecimento ou perda de entusiasmo no relacionamento entre os Embarcadores e seus parceiros. As relações serão marcadas por menor tolerância, alternância de humor, maior desconfiança, maior impessoalidade e por cobranças permanentes. Se já andava difícil, ficará ainda pior devido ao aumento dos custos operacionais, decorrentes dos sucessivos reajustes nos insumos produtivos diesel, pneu, peças de manutenção, entre outos e das maiores dificuldades no planejamento, gestão e operação do dia-a-dia.
 Embarcadores pressionados por menores custos e maiores níveis de serviço, colaborarão para uma relação de alta tensão. Os contratos formais, quando estabelecidos, deverão reforçar ainda mais os aspectos ganha-perde do negócio, a favor do Embarcador obviamente.
 Com custos cada vez maiores, as Transportadoras e Operadores Logísticos precisarão realizar um gigantesco e contínuo esforço na identificação e implantação de oportunidades de melhorias. Não haverá espaço para depois, ou quando der, e tampouco margem para iniciativas na modalidade tentativa e erro. Será praticamente proibido errar.
 Não é exagero; isso será uma questão de sobrevivência. Para manterem-se competitivas no mercado, as Transportadoras e os Operadores Logísticos deverão otimizar seus resultados, extraindo o melhor que puder de sua infraestrutura operacional, processos, sistemas informatizados e pessoal. A questão é: como realizar tudo isso, de forma natural, objetiva e constante.
 Será preciso dotar o pessoal chave da sua empresa de uma visão e conhecimento avançado  dos custos operacionais. Não se tratará apenas de uma melhor base conceitual, mas de sistemas informatizados e de relatórios financeiros que permitam uma maior visibilidade e um mais confiável processo de tomada de decisão. Como evoluir rapidamente de uma empresa paternalista, pessoal, emotiva e intuitiva para um novo modelo, mas racional,  matemático, impessoal e meritocrático.
 Também será necessário realizar uma revolução cultura na empresa, que mexerá com DNA pedominante. Executivos serão cobrados por uma visão mais estratégica e por uma rotina de gestão, e não de execução. Vendedores precisarão ser mais técnicos; será imprescindível reduzir os esforços inúteis de vendas. Operacionais deverão atuar menos como bombeiros, que diariamente apagam incêndios, muitas vezes intermináveis, se posicionando de forma inteligente diante das não conformidades existentes. Profissionais da área Financeira serão cobrados por uma melhor administração do fluxo de caixa e por maiores informações para a tomada de decisão, principalmente aquelas relacionadas à identificação de clientes ou serviços pouco lucrativos. Departamentos de Recursos Humanos deverão atuar na atração e retenção de talentos ao invés de limitarem-se apenas às atividades burocráticas e legais relacionadas à contratação, pagamento e demissão de pessoal. A área de Qualidade deverá servir como suporte essencial para a melhoria contínua e mola propulsora dessa mudança  cultural.
 Estamos falando de uma mudança radical de postura. Comece fazendo um diagnóstico da sua empresa, para identificar as medidas mais importantes e prioritárias para a sua empresa. Na sequência, implemente as mudanças necessárias, de forma avassaladora e irreversível. Se demorar ou se vacilar, poderá não dar mais tempo. Neste momento, o relógio não trabalha a nosso favor.
 Mais do que simplesmente endurecer sem perder a ternura, estamos tratando de um rápido e necessário amadurecimento das empresas. Amadurecimento que precisará ocorrer de forma rápida e consistente. Erros poderão se fatais. Sua empresa está realmente pronta para os difíceis desafios que vem por aí.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Artigo: Se a economia não vai bem, o que os profissionais de logística devem fazer?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Os números não são nada positivos. Diversas instituições financeiras e o próprio Governo sinalizam um crescimento insignificante para 2013. Segundo especialistas, 2014 não deverá ser diferente. Não vamos discorrer sobre as causas da estagnação econômica, já que existem diversas correntes discutindo o passado, presente e futuro da economia brasileira.
 Em um cenário desolador como esse, qual deve ser a postura da área de logística? Que ações devem ser adotadas pelos Embarcadores e pelos prestadores de serviços?

 Você pode adotar diferentes posturas em um momento como esse.

Pode atuar de forma passiva, inspirado pela música do Zeca Pagodinho (deixa a vida me levar, vide leva eu...) e adotar uma postura reativa, remendando aqui e ali, correndo atrás dos prejuízos causados pela baixa utilização da capacidade operacional existente, pelo aumento dos custos, pela falta de rentabilidade em relação aos investimentos realizados, etc. Nesse cenário, a empresa perde competitividade, se endivida, corta gastos de forma desorganizada, perde Clientes, etc.
 Você pode optar por adotar uma estratégia de defesa, focando exclusivamente na redução de custos na operação logística. E pode fazer isso de duas maneiras distintas: atuando de forma terrorista junto ao seu parceiro logístico ou desenvolvendo um trabalho colaborativo.
 Muitas vezes, devido às pressões internas, o gestor da área de logística se vê encurralado e obrigado (às vezes estimulado)  a "varrer" a sujeira para debaixo do tapete dos outros, nesse caso o seu parceiro logístico. Nessa situação, os resultados até poderão ser alcançados no curto prazo, mas obviamente sem consistência alguma, e às custas da rentabilidade da Transportadora ou do Operador Logístico. Trata-se de uma postura imatura, unilateral, ganha-perde, e que cada vez menos encontra respaldo no mercado.

 O ideal seria somar competências, de tal forma que ambos os lados trabalhem de forma conjunta, com objetivos comuns. Trata-se de uma abordagem ganha-ganha, de muito aprendizado e ganho intelectual, sustentável no médio e longo prazo. É mais demorada obviamente, mas a relação custo-benefício é extremamente vantajosa para ambos. Comece-a entendendo claramente onde estamos e aonde queremos chegar. Tenha uma visão apurada dos custos, e busquem identificar possíveis oportunidades de melhorias. Defina de 5 a 10 ações relevantes, priorize-as e detalhe-as utilizando as ferramentas da qualidade total como PDCA, 5W2H, DMAIC, etc. Monitore os resultados obtidos e realize todos os ajustes necessários.

Uma terceira possibilidade envolve ignorar a palavra CRISE e encontrar alternativas diferentes das atuais para driblar a inércia da economia. Nesse caso a empresa se submeterá a maiores riscos, já que algumas das suas iniciativas poderão levar a resultados diferentes dos incialmente estimados. O esforço inovativo será grande, mas a necessidade de aperfeiçoar o que já existe ou de realmente recriar o negócio (talvez uma reengenharia) poderá catapultar a empresa a um nível de custos e serviços diferenciado. Infelizmente, poucas empresas estão realmente capacitadas nesse sentido. Poucas delas estimulam seus funcionários no questionamento dos modelos existentes e na inovação contínua, não apenas de produtos ou serviços, mas também de práticas de gestão. 
É na hora da crise que nos vemos forçados a reinventar, e as empresas preparadas para isso laragarão em grande vantagem nessa corrida. Elas saberão envolver seus parceiros em toda cadeia logística de forma consciente, positiva, uniforme e objetiva, produzindo resultados de forma rápida e consistente. Alcançará resultados sem terrorismo, sem ganha-perde, sem atirar de forma aleatória para todos os lados, na tentativa e erro. 

Uma economia em marcha lenta poderá se transformar em uma grande oportunidade para os profissionais da área de logística, mas também poderá se constituir em uma grande armadilha para os desesperados e despreparados! De qual lado você estará?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Novo rumo na gestão de resultado.


Artigo escrito por: Geraldo Freire, Gerente Regional de Logística da Fast Shop Comercial.

Ao ler uma reportagem de uma revista de gestão executiva, constatei o que vivi na gestão de minha Regional Logística.

Trabalho hoje com cinco unidades operacionais (cinco centros de distribuição) distribuídas em três estados. Rio de Janeiro (1), Minas Gerais (2) e Bahia (2), onde sou responsável direto pelos resultados operacionais e financeiros.

No início foi difícil, não posso negar, mas diferente do que tinha planejado analisando apenas os indicadores, vi uma oportunidade na alavancagem desses mesmos indicadores.  Utilizando uma ferramenta muito diferente da que inicialmente tinha planejado.

Ao visitar cada unidade pude me familiarizar  com os líderes, com as equipes e conclui que a mera cobrança ou o mero direcionamento técnico não surtiriam efeitos na velocidade que a empresa necessitava.

Foi então com base na conversa e levantamento dos sonhos individuais de cada líder pude montar minha estratégia para alavancar os resultados de minha recém criada Regional Logística, a Regional Norte.

O primeiro passo como disse foi conversar com todos os lideres de cada Centro de Distribuição. No segundo momento estendi essa conversa com segundo escalão de lideres edificando os recursos futuros, os lideres em potencial de cada segmento dentro da estrutura do Centro de Distribuição.

Surge assim um novo desafio, onde pude constatar a real necessidade do emprego de técnicas de gestão não de resultados, mas de gente. Isso mesmo GENTE.

Olhar no olho, sentir na pele a necessidade de cada um que compõe a cadeia de comando. Ouvir os mais qualificados, os mais antigos na empresa e também os mais novos.

Não sendo especialista em RH, busquei em meus registros e apontamentos sobre técnicas de gestão de pessoas, mas todos ainda eram superficiais e não atendiam minha necessidade, ou deve dizer minha ansiedade.

De volta a matéria da revista cujo titulo era “O novo profissional” me identifiquei de pronto com as palavras da autora, pois “atuar em Recursos humanos exige mais que habilidade de lidar com pessoas. É preciso uma visão ampla do negocio, pensamento estratégico e capacidade de liderança.”

Bom com esse estimulo busquei conhecer o negocio de forma regional e junto com o time começamos a ter um pensamento estratégico mais próximo da realidade do grupo, dentro do escopo macro da empresa.  Assim pude desenvolver com o time o sentimento de comprometimento nos resultados e exercer de verdade a liderança.

Definindo mais uma vez o papel de cada um na estrutura organizacional, mas agora com uma visão diferente, não de cima pra baixo, ou seja, do chefe para o subordinado.

Agora a definição da estrutura era de dentro pra fora, ou seja, o que a empresa espera de você.  O que de fato você pode fazer na sua esfera de atuação, para que a empresa cumpra seus compromissos com nossos clientes finais.

Enfatizando a todos nosso real papel na estrutura da empresa e qual era a nossa verdadeira missão.

Nossa real missão como logística: real como titulo de nobreza, pois a valorização das funções começa aí na valorização do que cada um faz e fez para o sucesso do negocio: por isso servir é a nossa missão... Servir nossos clientes internos e externos, dentro dos prazos, volumes e condições combinadas.

Esse momento foi decisivo e pude então colocar em pratica meus conhecimentos adquiridos no meio militar, cujo principio basilar é o respeito aos lideres, pares e subordinados.

Mobilizamos todo o time e conseguimos atingir todos os resultados melhorando não só o desempenho nos resultados medidos por indicadores logísticos, mas o principal deles a auto-estima.  Consegui despertar em cada colaborador o sentimento de dever cumprido o sentimento de poder participar e dizer – eu ajudei a fazer isso...

Depois dessa rica experiência ficam algumas dicas:
1.    Respeite a todos. Respeite as limitações individuais e faça bom proveito delas, veja na limitação do outro uma oportunidade para desenvolvimento;
2.    Ouça mais, parece redundante, mas funciona;
3.    Converse com todos os níveis da operação.  Não se prenda aos lideres, você poderá ter que trocá-los e não saberá onde buscar recurso para substituí-los;
4.    Descubra talentos no time. Entre na operação conheça toda rotina e todo o time;
5.    Seja humilde para reconhecer quando não dá e peça ajuda.  Nunca desista facilmente, lembre-se você é comandante de todo processo se falhar seu time não vai acreditar em você.
6.    Use a mística do trabalho em equipe, onde o líder deve ser sempre o exemplo a ser seguido.
7.       O medo é arma dos fracos, por isso seja forte e não tenha medo de fazer.


Em 23/06 realizaremos o treinamento Lideranças em Logística - Gestão Orientada para resultados, em São Paulo - SP. Maiores informações através do website www.tigerlog.com.br/curso.asp