segunda-feira, 15 de abril de 2013

Artigo Você está disposto a pagar um alto preço pela má gestão da atividade de transportes?



Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Você sabe, com certeza, que para a grande maioria das empresas, a atividade de transportes responde por 60% ou mais do custo logístico total. Sabe também que falhas na gestão de transportes poderão comprometer a qualidade do serviço prestado, e consequentemente, as vendas da sua empresa, contribuindo diretamente para a perda de market share.

Se sabemos de tudo isso, por que então não contamos ainda com uma sistemática de gestão de transportes altamente eficaz, que colabore para a criação de diferenciais de competitividade? Por que ainda insistimos com práticas antiquadas, reativas e desconectadas da realidade temporal, na qual nos comportamos como verdadeiros "bombeiros", apagando os mesmos incêndios, repetidamente?

Pare de culpar a infraestrutura de transportes e de responsabilizá-la por todas as mazelas vivenciadas. Não atribua também todos os problemas operacionais aos seus parceiros.Trate de avaliar no que você está falhando, e como poderá trabalhar para superar todas as dificuldades e obstáculos existentes.

Existe sim uma luz no final do túnel, e essa luz não está tão distante quanto parece. O caminho é longo, tortuoso, desconfortável. E para trilhá-lo de forma adequada, você não poderá seguir sozinha. Também precisará enxergar clareza o que está acontecendo e se possível visualizar algo ainda à sua frente. Portanto caro colega, nessa jornada você precisará contar com COLABORAÇÃO e VISIBILIDADE.

A seguir vão algumas dicas para que você alcance o sucesso nessa empreitada, o mais rápido possível.

1. Cadastro: desenvolva um cadastro de parceiros para as diferentes regiões ou mesorregiões atendidas pela sua empresa. Em alguns casos você precisará desenvolver parceiros locais para um melhor atendimento. Atualmente, no Brasil, existem cerca de 3.000 transportadoras com websites, no qual constam as informações referentes aos serviços prestados, infraestrutura disponível, atuação geográfica e dados para contatos.

2. Processo de homologação de parceiros: tenha um bom processo de homologação de seus parceiros. Você pode desenvolver critérios como porte da empresa, tamanho e idade da frota, serviços prestados, disponibilidade de licenças ou normas de qualidade, medidas de sustentabilidade e atuação social, tecnologia utilizada, etc.

3. Manual Operacional: detalhe os procedimentos operacionais relacionados ao manuseio e acondicionamento de sua carga, evitando assim problemas de avarias nos materiais. Treine a sua equipe e os colaboradores de seus parceiros, que interajam constantemente com a sua empresa.

4. Contrato: tenha contrato com seus parceiros e  estabeleça claramente os direitos e deveres da cada parte.

5. Auditoria nas transportadoras: audite constantemente os seus parceiros. Faça visitas programadas e visitas surpresas, e aplique um check-list previamente definido com as transportadoras.

6. Barato que sai caro: realizar cotações frequentemente, prática adotada por muitas empresas, pode não ser tão interessante como parece à primeira vista. A troca de uma transportadora por outra poderá lhe custar muito caro. Analise a questão sob um ponto de vista mais amplo, pois o barato poderá sair caro.

7. Atue de forma colaborativa com seus parceiros: de nada adiantará simplesmente pressionar os seus parceiros, ou agir de forma "terrorista". Será que você desempenha o seu papel de forma adequada? Procure desenvolver projetos colaborativos com seus parceiros, na modalidade ganha-ganha, com amplos benefícios para ambos os lados.

8. Atuação em conjunto entre Logística e Compras: nem logística, nem Compras. Nem um, nem outro, sozinho, conseguirá atuar de forma eficaz na contratação e na gestão da atividade de transportes. Cada um detém um conhecimento que complementa o outro, portanto, devem atuar em conjunto na administração das transportadoras e da conta frete.

9. Insista em dispor de informações em tempo real: contar com informação em tempo real é condição sine qua non para evitar as não- conformidades em transportes, que chegam a representar um custo adicional de 15% a 20% em transportes.

10. Tenha indicadores de desempenho e metas: isso é óbvio, pois o que não é medido não pode ser gerenciado. Desenvolva e implemente de 4 a 6 indicadores para a área de transportes. Se necessário, detalhe-os por canal de distribuição, região, tipo de serviço ou transportadora.

11. Utilize as ferramentas da qualidade para a gestão de transportes: para cada não conformidade identificada, deveria, obrigatoriamente, existir um plano de ação (PDCA, 5W2H, Espinha de Peixe, etc) para combater e eliminar a causa rais do problema. Sua equipe está capacitada na aplicação desses conceitos?

12. Escute os motoristas: reserve alguns minutos na semana para conversar com os motoristas. Eles são a mais acessível e econômica fonte de inteligência de mercado. Que tal experimentar essa hipótese?

13. Esteja constantemente presente no "campo": isso significa tirar o "bumbum" da cadeira, pois não há como administrar a atividade de transportes a distância, de dentro de um confortável escritório.

Trabalhe arduamente. Lute por melhorias na operação. Não se acomode diante da realidade dos fatos. A verdade é que nos resta pouco tempo. Precisamos, urgentemente, rever as nossas práticas de gestão em transportes, ou corremos o risco de não estarmos aqui para narrar as histórias vividas. Afinal, você quer, realmente, pagar um alto preço pela má gestão de transportes?
 
TREINAMENTOS EM DESTAQUE
 
- Gestão da Operação de Transportes - PCOT - Planejamento e Controle da Operação de Transportes
Data 08/05/2013
Horário 08h00 às 17h00
Investimento 700,00
Local Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos/SP

- Como Aumentar a Produtividade no Transporte Rodoviário de Cargas - NOVO!
Data 24/04/2013
Horário 08h00 às 17h00
Investimento 700,00
Local Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos/SP

- Como Reduzir Custos com Frete Negociações GANHA-GANHA
Data 13 e14/05/2013
Horário 18h00 às 22h00
Investimento 650,00
Local Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos/SP

- Projetos Logísticos
Data 20 e 21/05/2013
Horário 08h00 às 17h00
Investimento 980,00
Local Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos/SP

- Formação de Engenheiros Logísticos - TURMA X
Data 10 à 13/06/2013
Horário 08h00 às 20h00
Investimento 3.000,00 (até 5x de 600,00)
Local Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos/SP
  
Maiores informações através do e-mail treinamento@tigerlog.com.br 
ou, através do site www.tigerlog.com.br

terça-feira, 9 de abril de 2013

Artigo Liderança e Gestão



Artigo Escrito por Leda Moraes, Diretora da Resolve Consultoria Logística Ltda.

Em um mercado cada vez mais instável em virtude das mudanças políticas, econômicas, sociais, tecnológicas e outros fatores externos, bem como todos os impactos que sofremos como consequências dessas mudanças, um dos grandes desafios (e talvez) o maior das organizações é conseguir articular rapidamente as melhores estratégias e ações colocando-as em prática para garantir que se mantenha sólida, competitiva e rentável diante dessas dificuldades.

Nesses últimos anos, mais do que ficarmos atentos às mudanças e tendências do mercado e identificar  quais as oportunidades e ameaças existentes, precisamos analisar o nosso ambiente interno, ou seja, a organização, entender quais as nossas forças e fraquezas, e a partir dessas análises, definir em conjunto, quais as melhores estratégias e ações a serem implantadas.

Todas as análises a serem feitas nesse processo estão atreladas ao entendimento e aderência de fatores-chave, como:

1. Do quanto a empresa está estruturada e organizada;

2. Da clareza de papeis e responsabilidades das áreas;

3. Dos planos e metas organizacionais;

4. Do quanto os líderes e colaboradores detêm conhecimento e clareza dos seus papéis e responsabilidades nessa estrutura e hierarquia;

5. Da relação de interface entre as áreas e seus processos;
6. Da capacitação e sinergia entre as lideranças;
7. Da capacitação e engajamento de seus colaboradores;
8. Do ambiente - clima organizacional;
9. Do sistema de informação utilizado na empresa e suas funcionalidades;
10. Da forma e frequência com que seus resultados - indicadores de performance são medidos, abordados e apresentados a todos da organização para garantir a melhor tomada de decisão;
11. E principalmente, do quanto a empresa está focada no seu cliente!


Portanto, a Liderança e o seu Modelo de Gestão impactam diretamente no desenvolvimento das estratégias, nos seus desdobramentos e ações nas execuções corretas, bem como os acompanhamentos dentro dos prazos definidos.

É importante aprender, reciclar, inovar e aperfeiçoar novas técnicas de trabalho.  Ter direcionamento claro, metodologia aliada ao conhecimento, capacitação técnica e habilidade comportamental.

A liderança é uma “peça chave e fundamental” na organização, é a condutora de todo o processo de mudança e transformação através do conhecimento, informação e habilidade na sua gestão.

Participe do próximo Curso de Lideranças em Logística: Gestão Orientada para Resultados.

Agregue conhecimento e valor em suas práticas de gestão.
 
TREINAMENTOS EM DESTAQUE
 
- Técnicas para a Otimização de Armazéns
Data 23/04/2013
Horário 08h00 às 17h00
Investimento 700,00
Local Hotel Mercure Privilege - São Paulo/SP

- Lideranças em Logística: Gestão Orientada para Resultados
Data 23 e 24/04/2013
Horário 08h30 às 17h30
Investimento 980,00
Local Hotel Bristol - Guarulhos/SP

- Como Aumentar a Produtividade no Transporte Rodoviário de Cargas - NOVO!
Data 24/04/2013
Horário 08h00 às 17h00
Investimento: 700,00
Local Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos/SP

- Formação de Engenheiros Logísticos - TURMA X
Data 10 à 13/06/2013
Horário 08h00 às 20h00
Investimento 3.000,00 (até 5x de 600,00)
Local Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos/SP
 

Maiores informações através do e-mail treinamento@tigerlog.com.br 
ou, através do site www.tigerlog.com.br

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Artigo Dicas para Melhorar a Produtividade e Reduzir Custos em seu Armazém



Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda
 
Você atualmente encontra-se sob pressão para melhorar a produtividade em seu armazém, mas a sua empresa quer alcançar maiores indicadores de eficiência sem incorrer em novos investimentos?
 
Aqui vão algumas importantes dicas, que servem para armazéns de diferentes tamanhos e complexidades.

1 - Pense estrategicamente. Adote uma postura pró-ativa, ao invés de simplesmente tentar corrigir problemas decorrentes da falta de planejamento. Pense menos na aquisição de novos equipamentos e na ampliação e melhoria da infra-estrutura e insista mais na revisão de processos e do layout operacional.

2 - Reconheça que existe espaço para melhorias. Levante dados da sua operação e questione pessoas-chave sobre sugestões para a melhoria dos processos operacionais. Agende reuniões regulares com a sua equipe para discutir o desempenho e a evolução das oportunidades de melhoria identificadas.

3 - Mantenha a sua equipe motivada e em boas condições de saúde. Pessoas saudáveis e felizes são muito mais produtivas. Incentive a realização de ações que impactem positivamente na motivação de sua equipe, defina metas desafiadoras, mas realistas ofereça incentivos para alcançar performance superior. Para tornar o trabalho menos desgastante, busque melhores soluções ergonômicas, principalmente nas operações de picking e de unitização das cargas.
 
4 - Acompanhe a rotina diária de operações. Ande pelo armazém diariamente, observe o trabalho da sua equipe, converse com seus colaboradores e analise a forma como o trabalho é feito. Isso poderá revelar excelentes oportunidades de melhoria. Uma auditoria visual formal poderá, ao contrário, inibir os funcionários e levar a queda de produtividade.
 

5 - Cross-docking. Trata-se de uma operação de distribuição, na qual os produtos circulam pelo armazém, apenas nas áreas de docas e stages, de um caminhão para outro, sem a necessidade de estocagem. É uma operação que proporciona redução de custos ao redor de 25%, quando comparada com uma operação normal de estocagem e de separação de pedidos, e que pode ser utilizada em produtos com vendas previsíveis ou quando se tem conhecimento exato da chegada e partida de caminhões.
 

6 - Elimine estoques desnecessários. Estoques obsoletos devem ser eliminados dos armazéns, através de descontos, aumento de comissões para a área de vendas, leilões, etc. Eliminando estoques obsoletos, o foco estará voltado exclusivamente para os produtos disponíveis para venda.
 

7 - Faça com que seus Fornecedores trabalhem para você. Se o relacionamento com os seus Fornecedores permitir, transfira para eles a necessidade de embalar os produtos conforme a necessidade de cada loja (ou setor), a etiquetagem das embalagens com o destino de cada loja (ou setor) e o transporte para cada um dos armazéns ou local de estocagem.
 

8 - Extraia o máximo de sua tecnologia da informação. Sistemas WMS (Warehouse Management System), código de barras e radiofreqüência são implementados com a finalidade de aumentar a produtividade operacional e a acuracidade da informação. Verifique se você realmente está “usufruindo” os benefícios possíveis com a tecnologia em armazéns.
 

9 - “Dobre” a velocidade da sua operação de putaway e diminua o tempo de dock to stock. A operação de putaway (deslocar para dentro) corresponde ao transporte do pálete da doca de recebimento para a zona de estocagem. Utilize, sempre que possível, paleteiras com garfos estendidos ou equipamentos com garfos duplos.
 

10 - Enderece os produtos para os locais corretos e na quantidade correta. Mantenha itens mais populares (freqüentes) e de maior giro (velocidade) em áreas nobres do armazém. Ao mesmo tempo, garanta que slow movers não estejam ocupando posições intermediárias do armazém, prática que amplia os tempos de deslocamento interno no processo de separação de pedidos. Também garanta que você tenha dimensionado corretamente os módulos de separação de pedidos; se você está reabastecendo uma posição para a separação de caixas em uma estrutura flow-rack cinco vezes ao dia é porque houve falhas ao dimensionar o tipo de estrutura ou a área.
 

11 - Utilize flow-racks para a separação de caixas. Em situações onde são exigidos grandes volumes de separação de caixas e um rápido reabastecimento, utilize flow-racks, estruturas constituídas de trilhos com roletes deslizantes, abastecidas por detrás, que ao aproveitar a força da gravidade, permitem que o operador acesse a mercadoria sem dificuldades.
 

12 - Estude o perfil do seu pedido e defina o método de picking mais adequado. Entenda perfeitamente o perfil dos pedidos separados em seu armazém, utilizando conceitos básicos em estatística e a ferramenta Excel ou Access. Isso permitirá à você e sua equipe optar pelo processo de picking mais adequado, que levará a uma operação mais rápida, flexível, segura e econômica.
 

13 - Agende a carga e a descarga. Docas congestionadas podem reduzir drasticamente a produtividade do armazém. Em geral, armazéns mais antigos não possuem docas em quantidade ou dimensões adequadas, portanto, o agendamento da carga e descarga nos armazéns (dock scheduling) permitirá um melhor balanceamento da mão-de-obra e dos equipamentos de movimentação.
 

14 - No transporte de páletes na horizontal, evite utilizar empilhadeiras. Ao transportar páletes na horizontal, dê preferência a paleteiras manuais ou elétricas, estas podendo ter o operador a pé, embarcado de pé ou embarcado sentado. A escolha do equipamento dependerá do volume transportado, peso e distância.
 

15 - Implemente o inventário cíclico ou rotativo. Garanta que as informações contábeis e os dados dos sistemas informatizados estejam em perfeita sintonia com a situação física. Assim, evitaremos erros e o retrabalho que ocorre ao realizar o apanhe incorreto dos materiais.
 
 TREINAMENTOS EM DESTAQUE
 
 
- Técnicas para a Otimização de Armazéns 
Data 23/04/2013
Horário 08h00 às 17h00
Local Mercure Privilege, SP
Investimento 700,00
 
- Auditoria da Qualidade e Produtividade em Logística
Data 09/04/2013
Horário 08h00 às 20h00
Local Mercure Privilege, SP
Investimento 850,00
- Logística Fiscal e Tributária aplicada às Operações Logísticas
Data 13/04/2013
Horário 08h00 às 17h00
Local Mercure Guarulhos, SP
Investimento 700,00

- Formação de Engenheiros Logísticos 
Data 10 a13/06/2013
Horário 08h00 às 20h00
Local Mercure Guarulhos, SP
Investimento - 3000,00 (até 5x de 600,00)
 

Maiores informações através do e-mail treinamento@tigerlog.com.br 
ou através do site www.tigerlog.com.br

segunda-feira, 18 de março de 2013

Por que está cada vez mais difícil (e inviável) entregar nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro?



Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

O mês de março, em seus primeiros 10 dias, registrou altíssimos índices de congestionamento em São Paulo, inclusive marcado o recorde do ano, no dia 08, com 261 km, nas vias monitoradas pela CET - Companhia de Engenharia de Tráfego. Vale lembrar que o dia 01/06/2012 registou o maior trânsito na história de São Paulo, com 295 km. Segundo dados da empresa Maplink, que utiliza a tecnologia GPS instalada em milhares de veículos, o congestionamento foi de 562 km nessa data.

A cidade de São Paulo tem mais de 15.000 km de vias, mas a CET monitora apenas 5,4% das vias, o que equivale a 868 km do total existente, porém pretende expandir o monitoramento para 3.304 km de vias até o final de 2016.

Estudo recente feito pelo IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, constatou que a os moradores das grandes metrópoles brasileiras enfrentam trajetos de casa para o trabalho entre os mais demorados do mundo; a Grande São Paulo passou a ter o trajeto mais demorado do país, ultrapassando a região metropolitana dao RIo de Janeiro. Em média, os paulistanos e habitantes dos municípios vizinhos gastam 42,8 minutos no deslocamento de suas residências ao trabalho; no Rio de Janeiro são 42,6 minutos. Em outras sete metrópoles brasileiras analisadas e no Distrito Federal a demora é bem menor, mas em geral é crescente, com exceção da cidade de Porto Alegre (RS).

Em São Paulo a tendência é crescente; em 1992 o tempo médio de deslocamento era de 38,2 minutos; em 2002 saltou para 40,0 minutos e em 2012 para 42,8 minutos. No Rio de Janeiro os números permaneceram praticamente estáveis, apresentando uma pequena melhora, saindo de 43,6 minutos em 1992, para 42,1 minutos em 2002 e 42,6 minutos em 2012. Cidades como Recife (PE) e Salvador (BA) apresentaram tempos médios de 34,9 minutos e 33,9 minutos respectivamente. Cidades como Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Belém (PA) também vem apresentando evoluções significativas nos tempos de trânsito, com tempos superiores a 32 minutos por trajeto.

A frota do município de São Paulo está prestes a atingir 7,5 milhões de veículos e a incrível marca de 1,5 habitante por veículo, índice semelhante a de cidades européias e norte-americanas. Desses quase 7,5 milhões de veículos, 72,2% são automóveis, 12,9% são motocicletas, 10,9% são camionetes, microônibus e utilitários e apenas 3,1% correspondem a caminhões e reboques/semi-reboques. Diante desses números, podemos concluir que os caminhões são os grandes vilões dos congestionamentos nas grandes cidades?

Nos últimos anos, as cidades têm adotado políticas restritivas à circulação dos veículos de transporte de cargas, obrigando as Transportadoras a utilizarem alternativas cada vez mais caras e menos produtivas. Isso afeta diretamente o custo do frete e o preço final das mercadorias.

Um veículo de porte médio, transportando 6 a 8 toneladas teria um custo de R$ 50 a R$ 70 por tonelada, enquanto que um veículo do tipo VUC (Veículo Urbano de Carga), habilitado para cicular em São Paulo, terá um custo de R$ 200 a R$ 300 por tonelada. Um veículo VLC (Veículo Leve de Carga) terá um custo de R$ 100 a R$ 200 por tonelada.

As políticas restritivas, combinadas à ineficiência da operação nos canais de distribuição (em especial o setor varejista), geram um custo proibitivo, inviável para diversos tipos de mercadorias e para diversas Transportadoras. Não há TDE - Taxa de Dificuldade de Entrega ou o pagamento de diárias de motoristas que remunere adequadamente o serviço prestado.

Muitas dessas Transportadoras estão realmente avaliando a viabilidade técnica e econômico-financeira de continuar atendendo a Grande São Paulo e os municípios da zona metropolitana do Rio de Janeiro. E como esse fenômeno não se restringirá apenas a essas duas metrópoles, podemos esperar reação semelhante de outras empresas em cidades como Curitiba, Florianópolis, Blumenau, Joinville, Salvador, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Vitória, Vila Velha, Cariacica, Manaus, Belém, Goiânia, etc.

Essas Transportadoras têm investido continuamente no treinamento de seus tripulantes, na renovação da frota, em sistemas de comunicação em tempo real, em segurança, etc., mas sem a devida contrapartida financeira. Como sustentar tudo isso a médio e longo prazo?

Mais do que simplesmente repassarmos essa ineficiência ao preço das mercadorias, algo precisa ser feito, envolvendo o poder público, especialistas do setor, Transportadoras e os canais de distribuição mais representativos.

Caso contrário, veremos importantes players do setor abandonarem o trecho final de um complexo processo chamado distribuição. Queremos que esses protagonistas do mundo logístico continuem atuando ou preferiremos repassar isso a empresas despreparadas e incapacitadas para tal?

Pense nisso! Bom trabalho!
  
A Tigerlog está realizando diversos cursos voltados à questão da qualidade, custos e produtividade em transportes. Confira a nossa programação:

1) Auditoria da Qualidade e Produtividade em Logística
09/04 - 08:00 h - 20:00 h - Hotel Mercure Pivilege - São Paulo (SP)

2) Como Aumentar a Produtividade no Transporte Rodoviário de Cargas
24/04 - 08:00 h - 17:00 h - 
Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos (SP)

3) Gestão da Operação de Transportes
08/05 - 08:00 h - 17:00 h - 
Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos (SP)

4) Como Reduzir Custos com Fretes - Negociações Ganha-Ganha
13 e 14/05 - 18:00 h - 22:00 h - 
Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos (SP)
 
5) Projetos Logísticos
20 e 21/05 - 08:00 h - 17:00 h - 
Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos (SP)

6) Formação de Engenheiros Logísticos

10 a 13/06 - 08:00 h - 20:00 h - Hotel Mercure Guarulhos - Guarulhos (SP)

Maiores informações através do e-mail treinamento@tigerlog.com.br 
ou através do site www.tigerlog.com.br

quarta-feira, 6 de março de 2013

Artigo: Em 2013, Evite Errar o Alvo...


Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda


Desde dezembro do ano passado tenho realizado diversas palestras em transportadoras, em eventos que normalmente reúnem gerentes corporativos, gerentes de filiais e a equipe comercial.  Isso tem permitido um contato direto com executivos da maiores transportadoras do Brasil como Translovato, Atlas Transportes, Expresso Jundiaí, Patrus, etc. Em todas essas empresas percebemos um grande desapontamento com o ano de 2012 e uma grande preocupação com o rumo do mercado para os próximos anos.

Desde 2006 tenho alertado em meus cursos e artigos que 2012 e 2013 seriam anos importantes, por representarem um momento de inflexão na curva de gestão das Transportadoras e no relacionamento entre Embarcadores e Prestadores de Serviços em Logística e Transportes. Resumindo: daqui para frente nada mais será igual como antes. Teremos que reinventar as Transportadoras e rever a forma como fazemos negócios e como avaliamos se um Cliente é bom ou não é. Se repetirmos o modelo de gestão anterior, com certeza não estaremos aqui em 2014 ou 2015.

O ano passado foi complicado, ainda mais em Dezembro. O "efeito ressaca" se estendeu por 2 ou 3 meses em 2013. Até hoje algumas Transportadoras detém em seus terminais de cargas mercadorias faturadas em 2012, que se transformaram em verdadeiros "micos", pois os destinatários já não querem mais receber e os Fabricantes recusam-se a autorizar a devolução dos materiais. A Transportadora está "encurralada" nesse embate comercial e financeiro entre seus Clientes e os Clientes de seus Clientes.

O ano de 2012 não foi bom e 2013 não será diferente. Será um ano tão ou mais "emblemático" do que 2012. Portanto, prepare-se. Não espere crescimento de 3% a 4% como alardeia o Governo Federal. Trabalhe com cenários mais realistas, já que na prática nada está sendo feito para reverter o quadro macroeconômico no Brasil; as autoridades monetárias continuam esperando que o mercado interno sustente o crescimento brasileiro. Se eu estiver errado, e o Brasil crescer, ótimo, mas se eu estiver certo, e o Brasil crescer de forma medíocre, você estará preparado.

Prepare-se, primeiramente, tendo um plano estratégico para os proximos 3 a 5 anos, com medidas objetivas para se alcançar maior competitividade. Deixe bastante claro na sua empresa onde você quer chegar. Essas medidas, chamadas de diretrizes estratégicas, podem envolver a prospecção de novos clientes de um determinado segmento, a reavaliação dos processos de custeio e formação de preços, o aperfeiçoamento dos controles na área operacional, a revisão da estrutura organizacional e do quadro de funcionários, a implantação de novas tecnologias ou sistemáticas de gestão, a abertura de novas Filiais, o reforço da equipe de vendas, a prestação de um novo tipo de serviço, a construção de um novo terminal de cargas ou de um centro de distribuição, etc. Depois desdobre essas diretrizes estratégicas em planos de ação, nomenado responsáveis, definindo prazos, indicadores para monitoramento das ações, etc. Paralelamente ao plano estratégico, tenha um orçamento.

Com base nas metas estabelecidas em seu plano estratégico defina 4 a 5 indicadores para cada gestor. Ele posteriormente também desdobrará isso para sua equipe de coordenadores ou supervisores, e assim por diante, em efeito "cascata". Defina uma forma de monitorar os resultados e uma metodologia para lidar com os desvios verificados em relação às metas estabelecidas.

Aproveite este ano para realmente reinventar a sua empresa. Reveja seus processos-chave, sua estrutura organizacional, seu modelo de gestão (incluindo suas ferramentas para gestão financeira), sua carteira de clientes, seu portfólio de serviço, sua malha operacional, seus parceiros, etc.

Utilize este ano para "fazer a sua lição de casa". Organize-se internamente para crescer de forma saudável. Lembre-se, você precisa rever a sua forma de trabalho e como lidará com o mercado daqui para frente. Ou você quer passar por mais um estresse como esse que você vivenciou recentemente ao longo de 2012 e início de 2013?

Não desanime. O mercado vai mudar. Porém, toda mudança é dolorosa. Ela custará importantes horas de nossas vidas, consumirá alguns cabelos, embranquecerá outros, nos fará engordar ou emagrecer, e possivelmente nos forçará a procurar médicos e hospitais.

Faça a sua parte. Não deixe para depois. Este é o momento ideal. Não se esqueça nunca: "na logística e no transporte precisamos correr muito para permanecermos no mesmo lugar"!

Boa sorte, bom trabalho. E ainda dá tempo de desejar um excelente 2013!

 MATERIAIS EXCLUSIVOS PARA OPERADORES LOGÍSTICOS 

Estudo de Análise de Segmentos de Mercado 2013
 
A Guepardo Logística, uma divisão de serviços da TIGERLOG, realizou um  profundo e minucioso estudo de análise de segmentos de mercado, voltado exclusivamente para Operadores Logísticos e Transportadoras no Brasil.
Caso queira adquirir esse valiosíssimo estudo de mercado, nos contate através do e-mail:
kelly.bueno@guepardologistica.com.br

Trata-se de um estudo detalhando contemplando os seguintes segmentos
 
1)      Alimentos e Bebidas
 
2)      HPPC - Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos

3)      Têxtil e Calçados

4)      Químico e Petroquímico

5)      Automotivo e Autopeças

6)      Farmacêutico

7)   Alta Tecnologia - computadores, telecomunicações, processadores, componentes eletrônicos, entre outros.

8)      Móveis
 
O trabalho detalhará o funcionamento de cada um dos mercados acima, disponibilizando dados relevantes bem como a estratégia comercial recomendada para a abordagem dos Clientes.
Cada um dos segmentos poderá ser adquirido por 180,00 - Cento e Oitenta Reais, através de depósito em conta-corrente.
Basta enviar e-mail confirmando o interesse em adquirir o material e informar os dados cadastrais da sua empresa para a emissão da NF. Todos os OITO segmentos poderão ser adquiridos por 990,00 - Novecentos e Noventa Reais.

O material será disponibilizado em versão eletrônica, através de e-mail ou CD, em Power Point, e será encaminhado pelo Correio, no caso de CD.

Esteja a frente de seus concorrentes em 2013, invista seus esforços nos segmentos mais atraentes.

Leia abaixo o artigo escrito por Marco Antônio Oliveira Neves, diretor da Tigerlog / Guepardo, sobre os rumos do mercado nesse ano de 2013 para transportadoras e operadores logísticos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Artigo A Importância da Controladoria em Logística


Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda


Se o sonho é ambicioso, as bases precisam ser muito, mas muito sólidas.


Se você tem a pretensão de alcançar um nível de desempenho diferenciado, de estar dentro de um seleto "clube" de empresas com melhores práticas em logística, você precisa se estruturar de uma forma adequada.

Se a logística pretende ser realmente um diferencial de competitividade na sua empresa, você precisará rever seus processos, suas pessoas e estrutura organizacional, sua infraestrutura e modelo operacional, suas ferramentas tecnológicas e seus sistemas de gestão.

Ao tratarmos da estrutura organizacional e dos papéis desempenhados pelos profissionais em cada um dos níveis de tomada de decisão (estratégico, tático e operacional), o Controller logístico assume uma função de vital importância nessas empresas, ao atuar como staff da alta e média direção, junto aos Diretores e Gerentes de Logística ou Supply Chain. Pode chamá-lo literalmente de "braço de direito".

Uma das atividades a serem desenvolvidas pelo Controller da Logística, em conjunto com o nível tático e estratégico da área, é a definição dos indicadores de desempenho e metas em custos, nível de serviço e produtividade. Esses indicadores deverão, obrigatoriamente, estar alinhados com as diretrizes estratégicas da empresa; caberá ao Controller da Logística assegurar que isso realmente aconteça.

Uma vez definidas as diretrizes estratégicas e os indicadores e metas correspondentes, caberá ao Gerente ou Diretor disponibilizar os meios (recursos) para que as atividades sejam desenvolvidas em conformidade com as normas e políticas da empresa. O Plano Diretor de Logística, contendo as ações chave, responsáveis, prazos e recursos financeiros envolvidos deverá ser gerenciado pelo nível tático e estratégico, contando com o apoio do Controller de Logística.

Em conjunto com a equipe, o Controller de Logística também atuará em modelo de "redundância" no monitoramento dos resultados obtidos e no desenvolvimento das ações para a correção e a prevenção dos desvios verificados em relação às metas previamente estabelecidas. Caberá também ao Controller da Logística garantir a qualidade das informações e a confiabilidade dos indicadores de desempenho gerados.

Também podemos atribuir ao Controller da Logística a responsabilidade sobre o orçamento da área de logística, no que se refere à sua elaboração, análise, controle e atualização, sempre sob a gestão de um Gerente ou Diretor de Logística ou Supply Chain.

Cabe também ao Controller da Logística o papel de consultor interno, atuando diretamente junto ao Diretor e / ou Gerente de Logística (ou Supply Chain) como apoio na tomada de decisão. A consultoria interna é uma importante manifestação da inteligência logística da uma empresa, atividade crucial para a inovação, para a correta aplicação dos recursos financeiros, para projetos de melhoria contínua, etc.

Portanto, se você tem sonhos ambiciosos e quer contar com uma base realmente sólida, será preciso ter o apoio de alguém totalmente dedicado em garantir os resultados almejados pela sua empresa, o Controller de Logística. Que tal então inovar em 2013? 
  
TREINAMENTOS EM DESTAQUE
 
- Formação de Controllers em Logística - NOVO!
Data 07 e 08/03/2013
Horário 08h00 às 20h00
Local Mercure Privilege - SP
Investimento 1600,00
 
- Como Aumentar a Produtividade nas Operações de Movimentação e Armaz. de Materiais
Data 09/03/2013 
Horário 08h00 às 17h00
Local Mercure Privilege - SP
Investimento 700,00
 
- Gestão de Custos Logísticos - CONFIRMADO
Data 18/03/2013
Horário 09h00 às 18h00
Local Mercure Privilege - SP
Investimento 700,00
 
- Práticas para Acuracidade de Estoques - Técnicas para Inventário Geral e Rotativo 
Data 18 e 19/03/2013
Horário 18h00 às 22h00
Local Transamérica Higienópolis - SP
Investimento 650,00
 
Maiores informações através do e-mail treinamento@tigerlog.com.br ou através do site http://tigerlog.com.br/curso.asp

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Artigo: Como melhorar rapidamente o desempenho em seu armazém


Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda
 

Quer melhorar rapidamente o desempenho do seu armazém? Que tal quebrarmos alguns paradigmas e realizarmos as melhorias debaixo para cima?
 

Deixe de lado a tradicional melhoria top-down (de cima para baixo) e viabilize o bottom-up (debaixo para cima). Atue de forma a depender menos do nível tático e mais do nível operacional. Como fazer isso na prática?

Primeiro, crie um ambiente propício para  a melhoria contínua, estimulando a sua equipe a pensar e agir, incluindo as lideranças do chão do armazém.

Segundo, busque a reciclagem e a capacitação da sua equipe operacional em conceitos técnicos. Qual a última vez que você treinou a sua equipe de conferentes, operadores de empilhadeira, separadores, auxiliares operacionais, entre outros?

Terceiro, treine a sua equipe operacional na aplicação das ferramentas da qualidade total, como PDCA, 5W2H, Diagrama de Ishikawa, brainstorming, entre outros.

Quarto, crie grupos de trabalho focados em determinados aspectos da operação do armazém como nível de acuracidade do estoque, avarias, furtos, produtividade dos equipamentos de movimentação e da mão-de-obra, combate ao efeito colmeia, entre outros. Junto com a equipe desenvolva e detalhe os planos de ação correspondentes, definindo iniciativas chave, prazos e responsabilidades.

Quinto, desenvolva e implante indicadores de desempenho e metas para o monitoramento dos resultados obtidos. Aja rapidamente em caso de ocorrência de desvios significativos.

Sexto, premie as melhores idéias e iniciativas. Defina com a alta e média direção algum modelo de remuneração variável ou premiação.

Com o tempo, aprimore todo esse processo, e combine a melhoria top-down com a bottom-up.

Mas, não se esqueça, treinamento é fundamental. Sem ele, esqueça. Todo esforço será em vão. Comece com treinamentos básicos e gerais, e com o tempo selecione temas específicos e de maior profundidade. Crie, na sua empresa, uma cultura de renovação e aprimoramento contínuo do nível de conhecimento.

Boa sorte e bom trabalho.