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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Treinamento Gestão de Custos Logísticos


A quem se destina

Proprietários, Diretores, Gerentes, Supervisores e Analistas da área Operacional, Comercial e Financeira de Empresas de Transporte Rodoviário de Carga e Operadores Logísticos e profissionais diversos da área de Transportes e Distribuição em empresas da Indústria, do Comércio e Prestação de Serviços.

Por que participar

O ambiente altamente competitivo exige das empresas e dos profissionais de logística a aplicação de modernas técnicas de gestão, que necessariamente passam pelo conhecimento dos custos operacionais em transportes, movimentação e armazenagem de materiais e estoques.

Custos minimizados, ativos logísticos otimizados e serviços de excelência prestados aos clientes agregam valor aos acionistas e clientes, bem como são fundamentais para que as parcerias na cadeia logística possam atingir seus objetivos. Verifique artigo técnico ao final da apresentação deste treinamento

Neste treinamento, além de explorarmos os conceitos e tendências que envolvem os custos logísticos, também apresentaremos ferramentas para a sua gestão.

Carga-horária do treinamento 08 horas, sendo dividido em carga horária de 4 horas em dois dias consecutivos.

Local e data de realização do treinamento

São Paulo- SP

Data 18/10/2014 – 08h00 às 17h00

Local: Mercure Privilege São Paulo - SP
 
Endereço: Avenida Macuco, 579 - Moema, São Paulo - SP, 04523-001
 
Maiores informações do hotel no link abaixo:
http://www.mercure.com/pt-br/hotel-3124-mercure-sao-paulo-privilege-hotel/index.shtml
 
Reservas/Hospedagem
É necessário informar que são participantes do curso, para validação da tarifa especial.
Hotel Mercure
(+55)11/50547800 - Fax : (+55)11/50547794


Se a sua cidade não está sendo atendida na programação acima, consulte a opção da realização de eventos particulares na sua empresa ou através da formação de um pool de empresas.

Programa Técnico

  1. Noções Gerais de Custos
    1. Conceitos Básicos
    2. Classificação dos custos logísticos quanto à produção: Custos Fixos e Variáveis
    3. Classificação dos custos logísticos quanto à apropriação Custos Diretos e Indiretos
  2. Custos em Transportes
    1. Custos Diretos Fixos e Variáveis
    2. Custos Indiretos
    3. Fatores que Influenciam o Custo de Transportes
    4. Comparativos entre os Modais de Transportes
    5. Estrutura Tarifária no Transporte Rodoviário de Carga
                                          i.    Frete Peso
                                         ii.    Frete Valor
                                        iii.    Taxas
    1. Impacto da Produtividade da Frota sobre os Custos
    2. Conceitos e Cálculo de Cubagem
    3. Planilha de Custos Operacionais dos Veículos e Análise Vertical
    4. Fluxos Operacionais e Formas de Custeio:
                                          i.    Carga Lotação - FTL – Full Truckload
                                         ii.    Carga Fracionada - LTL – Less Than Truckload – Distribuição Local
                                        iii.    Carga Fracionada - LTL -  Less Than Truckload – Distribuição Regional
                                        iv.    Carga Fracionada – LTL – Less Than Truckload - via Terminais de Trânsito
    1. O Cálculo do Custo de Entrega
    2. Estratégias para a Gestão dos Custos em Transportes
  1. Custos em Armazéns
    1. Noções Básicas sobre Armazéns e Dicas Importantes para a Gestão de Armazéns
    2. Custos Diretos e Indiretos
    3. Rateio de Custos Gerais
    4. Planilha de Custos Operacionais dos Armazéns e Análise Vertical
    5. Formas de Custeio em Armazéns
                                          i.    Preço por pálete recebido / expedido, com ou sem picking
                                         ii.    Preço por posição pálete na quinzena, no mês ou em um período
                                        iii.    Preços por tonelada, m² ou m³
                                        iv.    Planilha de preço para operações de movimentação e armazenagem
    1. Custeio Baseado em Atividades (Método ABC) aplicado a Centros de Distribuição
    2. Estratégias para a Gestão do Custo de Movimentação e Armazenagem
  1. Custos de Estoques
    1. Custos dos Materiais
    2. Custos Financeiros
    3. Custos de Pedir
    4. Custos com Stockouts
    5. Estratégias para a Gestão dos Custos com Inventários
  2. Metodologias de Preços em Logística
                                          i.    Custo mais Margem ou Cost-Plus
                                         ii.    Custo mais Taxa de Gerenciamento Fixa
                                        iii.    Taxa de Incentivo
                                        iv.    Taxa Unitária
  1. Indicadores de Desempenho para a Gestão dos Custos Logísticos
  2. Indicadores Econômicos para a Gestão de Contratos com Prestadores de Serviços Logísticos (PSLs)
    1. IPCA
    2. IGP-M
    3. INTC-F / INCT-L
    4. Gatilhos para os principais custos
    5. Indicadores próprios de reajuste

Palestrante:

Marco Antonio Oliveira Neves, graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP e pós-graduado em Administração da Produção e Finanças no CEAG da FGV-SP. Diversos cursos de extensão em Logística no Brasil e no Exterior. Atuação em empresas como Goodyear, Cia Cervejaria Brahma (atual Ambev), Cervecera Nacional, Ryder Logística e Deloitte Consulting. Atualmente é Diretor Presidente da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda, da NETLOG (voltada ao hunting e outplacement)  e da Guepardo Serviços Técnicos. Palestrante em diversos eventos no Brasil e no Exterior (em mais de 10 países). Atua como consultor em logística (mais de 200 projetos realizados) e como palestrante. Nos últimos oito anos treinou mais de 15.000 profissionais de 3.500 diferentes empresas em diversos cursos abertos e in-company. É colunista da Revista Mundo Logística e da Revista Quatro Rodas, além de autor de mais de 350 artigos na área.
Inscrições

Através do e-mail treinamento@tigerlog.com.br. No e-mail informe os dados do participante nome, cargo e e-mail e os dados da empresa para a emissão da nota fiscal e do boleto bancário razão social, endereço completo, CNPJ e inscrição estadual

A nota fiscal e o boleto bancário serão encaminhados pelo e-mail. Vencimento em 10 dez dias.

Investimento

720,00 Setecentos e vinte Reais por participante.

Tabela de descontos
  • 2 participantes da mesma empresa 5 por cento
  • 3 ou mais participantes da mesma empresa 10 por cento

Inclusos no valor o almoço e o coffee-break, certificado de participação e material de apoio pasta, caneta e bloco

O material didático, impresso, será disponibilizado a todos os participantes.

Cancelamento de Inscrições e Substituição de Participantes

Todo e qualquer cancelamento deverá ser comunicado de forma escrita, por e-mail, informando o nome do participante, treinamento e empresa, seguindo os procedimentos conforme abaixo.

Participantes poderão ser substituídos, porém será necessário enviar e-mail em até 42 horas antes da data do respectivo treinamento, formalizando a mudança de participante para a impressão do certificado e crachá.

1. Cancelamento por parte do participante em até CINCO dias úteis antes da realização do treinamento
No caso de pagamento já realizado, o valor pago será devolvido, descontando-se os impostos recolhidos e pagos pela Tigerlog, devido à impossibilidade de cancelamento da Nota Fiscal.

2. Cancelamento por parte do participante em prazos inferiores a cinco dias até a data de realização do treinamento
No caso de pagamento já realizado, o valor pago NÃO será devolvido e NÃO HAVERÁ POSSIBILIDADE DE REEMBOLSO OU REAGENDAMENTO.
No caso de pagamento não efetuado, ou seja, a vencer, IMPLICARÁ NA COBRANÇA INTEGRAL DO VALOR DA INSCRIÇÃO, SEM A POSSIBILIDADE DE REEMBOLSO OU REAGENDAMENTO.

3. Participante não comparece ao treinamento no qual foi inscrito e não comunica a Tigerlog
No caso de pagamento já realizado, o valor pago não será devolvido e NÃO HAVERÁ POSSIBILIDADAE DE REEMBOLSO OU REAGENDAMENTO.
No caso de pagamento ainda não realizado, será cobrado do participante ou da empresa O VALOR INTEGRAL DA INSCRIÇÃO, SEM A POSSIBILIDADE DE REEMBOLSO OU REAGENDAMENTO.

4. Cancelamento por parte da Tigerlog/ Guepardo Logística
A Tigerlog reserva-se no direito de cancelar o curso, com até 48 horas de antecedência, no caso de não atingir o mínimo de 15 participantes. Nesse caso, todos os participantes serão informados por e-mail e telefone, contando com a opção de utilizar o valor pago (se pago) em outros cursos da Tigerlog, podendo ainda usufruir de crédito adicional de 25% a 30%; dependendo do curso ou solicitar a devolução do valor integral pago.



segunda-feira, 10 de março de 2014

E agora, vai fazer o que?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Mal começou o ano, e a pesquisa Focus do Banco Central anuncia que a projeção de crescimento do PIB para 2014 caiu para 1,67%; no final do ano passado falava-se em 2,5%. Para complementar a má notícia, os economistas consultados ainda aumentaram a estimativa de inflação de 5,93% para 6%.

Não faltam notícias ruins, pipocando aqui ou ali. Também não faltam previsões pessimistas para 2014, considerando ainda a Copa do Mundo e as eleições presidenciais.

A verdade é que o cenário é realmente preocupante. Mas, diante dessa situação, você vai fazer o que? Vai se comportar com mero espectador, passivo diante dos desafios, ou vai desenvolver soluções alternativas para driblar a crise?

A maioria, infelizmente, vai se conformar com a situação, alegando que não é o momento adequado para mudanças, inovações, etc. Vai colocar a culpa em tudo e em todos pelo seu infortúnio. Mas, se você quiser, você pode pelo menos tentar mudar essa história. Se não der totalmente certo, pelo menos você sabe que tentou.

Primeiro, verifique se você tem uma estratégica clara para este e para os próximos anos. Avalie se a empresa tem um rumo certo e se essa escolha está sendo positiva para os seus negócios. Você está ganhando dinheiro? Se você respondeu "não sei" é sinal de que a situação é muito pior do que imaginamos. Se você não conta com informações adequadas para a tomada de decisão, quer dizer que administra a sua empresa na "tentativa e erro"? Isso custa caro, muito caro!

Avalie os mercados no qual a sua empresa atua. Diante do cenário econômico atual e futuro, esses mercados são realmente atraentes? Atuo em segmentos com excelentes perspectivas no curto, médio e longo prazo? Devo partir para a inovação ou insistir nos segmentos atuais?

Olhe para seus Clientes. A relação vem evoluindo ao longo dos últimos meses ou anos, ou caminha para uma deterioração quase que inevitável em função dos valores praticados (e desejados) e da percepção em relação ao nível de serviço prestado? Devo acelerar o processo de "oxigenação" da carteira ou devo ampliar os esforços na fidelização dos atuais clientes? Ou preciso fazer as duas coisas simultaneamente?

Avalie o portfólio de serviços e verifique se não existe a possibilidade de ampliação dos vínculos comerciais existentes. Não há nada de novo que a sua empresa possa fazer?

Nessa reavaliação tática e estratégica, defina metas e o horizonte de tempo em que isso deverá ser atingido.

Ratificada ou retificada a estratégia da empresa, devemos avaliar se as pessoas, processos, infraestrutura, tecnologia e sistemas de gestão estão totalmente alinhados com as metas propostas. Provavelmente não estarão. E é aí que devemos começar a olhar para dentro da empresa.

Avalie o pessoal chave da sua empresa. Você está realmente contente com eles? Eles estão desempenhando seus papéis de forma diferenciada? Tem metas claramente definidas? Foram treinados para as funções exercidas? São constantemente avaliados? Recebem feedback? Contam com as ferramentas necessária para o bom desempenho das funções a eles atribuídas?

E os processos? Estão formalizados em fluxogramas ou modelos descritivos? São constantemente revisados? São totalmente aderentes às tecnologias empregadas na empresa? Os novos funcionários, ao iniciar na empresa, têm conhecimento dos processos existentes? Existe uma auditoria interna para comprovar o respeito aos processos e a sua eficácia na realização das metas propostas?

Falamos agora de tecnologia. Sua empresa gasta, por ano, o equivalente a 0,5% a 2,0% da receita operacional líquida (ROL) com tecnologia da informação. Esse investimento é bem aproveitado? Na sua empresa, a tecnologia ajuda ou atrapalha? Os processos estão automatizados? Controles em papel são realmente escassos? As pessoas conseguiram se livrar de grande parte das atividades manuais realizadas por conta da natureza da atividade de logística e transporte? O processo de tomada de decisão na sua empresa está amparado em dados e fatos, disponibilizados pelas soluções tecnológicas utilizadas?

Por fim, tratamos dos sistemas de gestão. As "regras do jogo" estão claras para todos os funcionários?  As pessoas têm conhecimento de como se comportar e do que fazer para serem promovidas, por exemplo? Existe meritocracia na empresa? Indicadores de desempenho são medidos? Planos de ação são implementados? As lideranças estão devidamente preparadas para conduzir suas equipes a patamares elevados de desempenho?


Como pudemos ver nesse breve artigo, há muito o que fazer. Portanto, não se comporte de forma passiva diante de um cenário econômico desfavorável. Ao contrário, trabalhe mais, muito mais. Busque alternativas, inove. Faça um pente fino na empresa. Prepare-a para um novo salto, que se Deus permitir, ocorrerá nos próximos anos. Bom trabalho!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Transportadoras em um Beco (quase) sem Saída...Existe Solução?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Você já deve ter utilizado essa expressão: "Estamos em um beco sem saída". Ela normalmente é utilizada quando nos encontramos em situações extremamente complexas, difíceis de serem resolvidas, onde nos restam pouquíssimas alternativas. É exatamente o que está acontecendo com a granda maioria das Transportadoras neste momento.

A alta de custos operacionais (diesel, mão de obra, etc.) e os anos de defasagens acumuladas em seus preços, colocaram as Transportadoras em uma situação de alerta extremo. Ou elas imediatamente tomam medidas corretivas e preventivas, ou sucumbirão diante dos desafios futuros.

A verdade é que atingimos uma situação altamente preocupante, que se não for revertida a tempo, levará a uma gigantesca taxa de mortalidade entre as Transportadoras brasileiras, colaborando para corroer um dos mais importantes e estratégicos segmentos da economia, o setor de transportes!

E isso, no médio prazo, contribuirá para um aumento natural do preço dos fretes, em função da oferta e da demanda por serviços.

Não podemos culpar apenas os Embarcadores. Grande parcela da responsabilidade por essa situação caótica deve ser atribuída aos próprios Transportadores, que por sua incapacidade de custear e formar preços, acabaram propondo ou aceitando fretes incompatíveis com as suas realidades operacionais.

O que fazer agora?

A primeira coisa a fazer, é obter os custos reais da sua empresa e apresentar as defasagens para os seus Clientes. De nada adiantará ir ao mercado e reclamar aumentos, se você não sabe exatamente, o quanto pedir. Poderá perder uma excelente oportunidade. Sem argumentos numéricos, você poderá propor 15% de reajuste e aceitar 5%, achando que fez um ótimo negócio. Prepare-se para uma negociação longa e exaustiva.

Seu Cliente está lhe ameaçando com uma cotação no mercado? Sem problemas! Assim ele descobrirá que os fretes estão realmente defasados. Não tema! Ah, mas vai aparecer uma meia dúzia de malucos orçando fretes ainda menores? Sim, claro! Mas aguarde! Seu Cliente provavelmente terá feito um péssimo negócio, e em breve lhe procurará para renegociar, isso se o seu interlocutor ainda estiver empregado!

O segundo passo é mais complexo. Trata de identificar medidas internas para a otimização dos resultados da empresa, definir metas, desenvolver ações de melhoria contínua e monitorar os resultados obtidos.  Isso envolverá pessoas, processos, sistemas de gestão, ferramentas tecnológicas e infraestrutura. É um processo de diagnóstico demorado e complexo, mas necessário. Sem isso, sua empresa será pouco competitiva no mercado.

O terceiro passo trata de uma reorientação estratégica. Ou seja, para onde direcionar a sua empresa no futuro. Onde queremos chegar e como faremos para chegar lá. É um exercício vital para a sobrevivência e perpetuação da empresa. Execute-o imediatamente, e se possível contanto com o auxílio de profissionais especializados.

Realmente, parece que estamos em um "buraco sem saída" e que não há mais o que fazer. A boa notícia é que ainda há o que fazer. A má notícia é que nada será resolvido de forma simples e rápida; vai exigir investimentos, dedicação e perseverança da empresa e de seus colaboradores. É difícil, mas ainda não é impossível.


Infelizmente, muitas Transportadoras não terão fôlego suficiente para essa última caminhada, ou não saberão trilhar o caminho correto, e engrossarão as estatísticas das empresas de Transportes que já não existem mais. Você não quer fazer parte dessa lista, quer? 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Por que alguns profissionais de logística ganharão mais e alcançarão mais rapidamente os postos mais cobiçados nas empresas?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

O que diferencia um profissional do outro é o seu conhecimento e a sua postura e atitudes diante das mais diversas situações do dia a dia. Um pouco de sorte também ajuda, obviamente, mas raramente esse é o fator determinante.

Por postura e atitudes, entenda os comportamentos relacionados à liderança, trabalho em equipe, comunicação, proatividade, objetividade,foco, etc, etc e etc. Esse é um aspecto da carreira profissional amplamente explorado nos milagrosos livros de auto ajuda e em publicações mensais que querem lhe vender uma receita de sucesso para alcançar os mais altos níveis hierárquicos e é claro, a prosperidade material.

Conhecimento é uma palavra ampla. Pode envolver aspectos da vida pregressa, situações vividas anteriormente e que lhe trouxeram preciosos ensinamentos. Esse tipo de conhecimento, de cunho pessoal, particular, refletirá no seu comportamento. Mas existe outro tipo de conhecimento, de caráter técnico, e que complementará toda a sua experiência de vida.

Difícil dizer qual é o mais importante. Humanistas dirão que o comportamento será fundamental e decisivo para alçar novos degraus no disputado mundo corporativo. Já a turma racional e científica, defenderá o conhecimento técnico como mola propulsora ao sucesso.

Quando falamos em conhecimento técnico, afinal, o que é realmente decisivo para o profissional de logística diferenciar-se dos demais? Que conhecimento deverá ter para criar um distanciamento dos demais, permitindo que ele realmente se destaque entre tantos outros?

Vou elencar algumas coisas que considero essencial e que acredito serem verdadeiramente valiosas para os profissionais da área de logística.

O primeiro, e para mim, indiscutivelmente no topo, está o conhecimento estatístico. Com a estatística enxergamos os números de forma diferenciada, visualizando coisas que sem essa importante ciência, seria impossível e imaginável! Por ser considerada complexa, a estatística assusta as pessoas. Na faculdade era comum a grande maioria das pessoas "matar" a aula de estatística, substituindo-a por um chope gelado ou por um encontro com alguma pessoa atrante e "interessante". Hoje, grande parte dessas pessoas devem se arrepender por não terem aproveitado melhor essa oportunidade de adicionar novos conhecimentos.  Hoje faz falta, e como faz falta! Se bem explicada, exaltando seus aspectos práticos, a estatística será facilmente compreendida, e em pouco tempo, se transformará numa poderosa ferramenta para a tomada de decisão.

Em seguida, cito a engenharia econômica, que envolve aspectos da matemática financeira e temas relacionados à análise de investimentos. Sem essa visão empobreceremos as nossas análises e corremos o risco de cometer graves equívocos ao estudar alternativas econômico-financeiras e tomar decisões relevantes nas empresas. E cuidado, não ache que isso representa apenas o conhecimento da calculadora HP-12C; é muito mais do que isso!

O domínio das técnicas de engenharia econômica, aliada a uma refinada visão financeira (especialmente dos custos logísticos) lhe transformará numa máquina de ganhar dinheiro, para você e para a sua empresa.

Na sequência cito o domínio de ferramentas informatizadas. Podemos incluir nesse extenso rol de opções as planilhas eletrônicas do Microsoft Excel, as belas apresentações feitas em Power Point e a incrível habilidade do Microsoft Acess em lidar com grandes quantidades de dados.  E é claro, que se você conhecer ferramentas de programação, turbinará ainda mais a sua ascensão aos melhores cargos nas melhores empresas.

Outros conhecimentos é claro, complementam a relação anteriomente citada, como pesquisa operacional, inglês e espanhol, legislação fiscal e tributária, etc.


Como podemos ver, os números estão presentes em nossa vida. Se você não gosta de números, é bom aprender a gostar, pois senão, seu contracheque contará com poucos deles. Quer ganhar dinheiro? Seja um fiel admirador de números! Inclua em seu currículo os conhecimentos em estatística, engenharia econômica, informática e tudo mais que puder! Boa sorte!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Quer atingir excelência na gestão da conta frete?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Reduzir os gastos com fretes é essencial para manter-se vivo no mercado!

Isso pode ser obtido através de um enfoque financeiro e/ou operacional.

A opção pelo viés financeiro normalmente leva os Embarcadores a uma pressão negocial muito forte, que muitas vezes beira o terrorismo. Isso funciona? No curtíssimo prazo sim, mas no médio prazo produzirá mais problemas do que trará benefícios. É uma atitude simplista, imatura, abandonada por empresas que privilegiam relações colaborativas e de longo prazo.

Nada contra você realizar uma sondagem no mercado e identificar oportunidades de redução de custos através de tarifas mais competitivas. Não opte simplesmente pela tarifa mais baixa, mas sim pela tarifa mais baixa possível. Um estruturado processo de RFI (Request for Information) e RFP (Request for Proposal) levará, com certeza, a soluções mais econômicas. Se você nunca fez e não sabe como fazer, procure auxílio de consultorias especializadas.

Tenha em mente, de forma muito clara, o nível de serviço desejado, para não obter tarifas mais baixas mediante a exposição a maiores riscos em segurança ou a níveis de serviço muito baixos.

Procure também uniformizar o sistema tarifário. Dessa forma você evitará o pagamento de extras que muitas vezes não são controlados devidamente. Além disso, a comparação entre os diferentes Transportadores lhe permitirá visualizar discrepâncias relevantes, como por exemplo, um parceiro que cobra uma taxa de R$ 8,50 por CTRC emitido (taxa de despacho) e outro que cobra R$ 15,00.

Ainda sob o ponto de vista financeiro você pode renegociar as tarifas, atrelando-as a mecanismos de penalização ou bonificação. Fáceis de serem desenhados na teoria, são de difícil mensuração e aplicação prática. Melhor deixar essa carta na manga!

Então, o que fazer?

Priorize a visão operacional. Pode parecer mais complexo e mais demorado, mas com certeza produzirá resultados muito mais consistentes.

Comece revendo o seu modelo operacional, primeiro sob o ponto de vista da quantidade de parceiros utilizados. Devo centralizar o frete em poucas empresas ou pulverizá-lo em diversas transportadoras, especializadas em determinadas mesorregiões? Isso vai refletir diretamente na estrutura de gestão (organograma e quadro operacional) na sua empresa; é importante avaliar o custo x benefício.

Aproveite também para avaliar o perfil de parceiro desejado. Avalie as hipóteses, sob o ponto de vista qualitativo e quantitativo, de utilizar Operadores Logísticos, grandes e médias Transportadoras, pequenas ou microempresas e até autônomos. Algumas empresas vão além, e avaliam inclusive a hipótese de contar com frota própria.

Realize auditorias técnicas em seus parceiros, com uma frequência mínima de 6 meses. Através de um check-list previamente definido, aponte as deficiências existentes e desenvolva em conjunto com seus parceiros um plano de ação com iniciativas de curto, médio e longo prazo. Dessa forma estará claro o que você deseja e valoriza, e onde ele deverá investir seus recursos financeiros.

Reveja também seu modelo de distribuição. Devo manter um Centro de Distribuição do qual partirão todas as cargas ou é possível reduzir custos e melhorar o nível de serviço com a utilização de Centros de Distribuição Avançados (CDA) e Cross-Dockings?

Pense mais além ainda e examine a possibilidade de desenvolver projetos colaborativos, envolvendo a troca de informações para maior visibilidade, o desenvolvimento de embalagens e formas alternativas para a unitização de cargas, o compartilhamento de capacidade no frete retorno, questões fiscais e tributárias, etc.

Informação é uma questão crucial para reduzir os gastos com transportes. Verifique como obter, através de interfaces, os dados da operação, se possível em tempo real, com o intuito de minimizar as não conformidades em transportes, como avarias, devoluções, reentregas, multas aplicadas por clientes, etc. Isso representa, em média, 10% a 15% a mais de frete por ano.

Aprimore também a sua sistemática de gestão, através de um novo modelo contratual e de SLAs (Service Level Agreement) claramente definidos. E desenvolva uma prática de gestão que estimule o envolvimento de seus parceiros, ainda mais se puder aplicar as tradicionais ferramentas de gestão da qualidade total (PDCA, Espinha de Peixe, 5W2H, etc.). Evite, sempre que possível, atitudes punitivas.


Há muito o que fazer. Procure trabalhar junto de seus parceiros. É mais justo, mais fácil e mais consistente. Não existem fórmulas mágicas e tampouco milagres. O que existe na verdade é muito trabalho pela frente e um imenso campo para a melhoria contínua na operação de transportes. Bom trabalho!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O Efeito Avalanche em Custos

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda 
Quanto mais custos você tiver, provavelmente mais custos você terá. Como numa avalanche, ocorre um efeito acumulativo, e desastroso. Estariam então as empresas condenadas à morte? 
Não, claro que não. A afirmação feita acima é parcialmente verdadeira.
Ocorre na maioria das empresas, mas não em todas. 
Isso se deve a um ciclo vicioso, no qual, diante de custos elevados, as empresas, pressionadas por resultados rápidos, tomam decisões incorretas, muitas vezes sem qualquer embasamento, e que realimentam os custos, mantendo-os elevados, em patamares cada vez maiores e mais difíceis de serem resolvidos. 
 Essa postura equivocada, de rápido (e ineficaz) combate aos custos, muitas vezes baseada em achismos, é muito comum na área de logística. Infelizmente, pela dinâmica proporcionada pela atividade, agimos como "bombeiros", solucionando parcialmente os problemas existentes, sem atuar diretamente na causa-raiz. Acreditamos que a doença foi curada, quando na prática apenas aplicamos um remédio paliativo; não investigamos a fundo a patologia da doença, e sabemos que as complicações retornarão e que a saúde do paciente voltará a ser afetada. 
É essa abordagem, superficial, amadora e muitas vezes mais pirotécnica do que técnica, que provoca o "efeito avalanche" citado inicialmente. Atitudes impensadas e precipitadas apenas tornarão o problema ainda maior, com efeitos devastadores, que deixarão de se limitar ao universo da logística e que se alastrarão por toda a empresa, atingindo a área de vendas, produção, financeira, etc, atraindo os holofotes para as lideranças da área de logística. Se sentindo ainda mais pressionado e estando literalmente na "corda bamba", o gestor da área volta a adotar ações ineficazes no combate aos custos, e sem contar com o apoio de seus superiores, sucumbe diante dos desafios e é engolido pela avalanche de custos, resultado de seguidas amostras de incompetência. 
O Gerente de Logística, muitas vezes solitário em sua tarefa de agir estrategicamente  e taticamente, carrega o pesado fardo de romper com paradigmas enraizados na empresa. Sabe que não pode contar com sua equipe de Coordenadores, Supervisores e Encarregados. Estão todos atolados em rotinas massacrantes. Não têm com quem dividir suas idéias, tampouco suas agruras.
Faltam seres pensantes na logística, e é em função disso que defendo há muito tempo a área de Engenharia Logística e a Controladoria Logística.   
A Engenharia Logística é voltada à melhoria contínua. É ela quem identificará as oportunidades de melhorias, quem utilizará a metodologia correta para a análise e solução de problemas, e quem liderará o desenvolvimento e a implantação das soluções possíveis. À Controladoria Logística caberá a árdua missão de garantir a integridade dos dados, fiscalizar o desempenho da área e de assessorar a gerência na tomada de decisão. A soma das duas áreas é muito, mas muito maior do que dois...na verdade, é dez! O trio formado pelo Gerente, Engenheiro Logístico e Controller atuará de forma a transformar a logística em um importantíssimo diferencial de competitividade.  
Somente assim, atuando de forma inteligente, com foco na melhoria contínua, através da adoção de ações preventivas e da utilização das ferramentas adequadas, é que evitaremos essa avalanche de custos. Somente assim romperemos o ciclo "desastroso" dos custos e evitaremos a derrocada da área de logística. 

Afinal, é muito melhor esquiarmos sobre a densa camada de neve, do que ser engolido pelas avalanches! Correto?

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Artigo Três números que realmente importam para uma Transportadora Parte II de III


Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Conforme tratado no artigo anterior, parte I, o CSP - Custo dos Serviços Prestados responde por uma importante parcela da ROL - Receita Operacional Líquida da Transportadora. Corresponde a todos os custos fixos e variáveis de uma operação, envolvendo gastos com motoristas e ajudantes, mão de obra para carga e descarga, equipe de gestão (setor de tráfego), documentação do veículo, seguro dos equipamentos, depreciação dos ativos, combustível, manutenção, pneus, lavagem e lubrificação, pedágios, etc.

Normalmente, o CSP varia de 70% a 80% da ROL, mas em alguns casos, chega a consumir a quase totalidade da receita gerada. Identificamos diversas empresas com CSP superior a 90% da ROL, ou seja, apenas 10% da ROL restarão para cobrir as despesas operacionais e financeiras, o IRPJ, a CSLL e a margem de lucratividade dos acionistas da Transportadora.

Para a Transportadora alcançar um lucro líquido de 10%, é crucial que o CSP não ultrapasse 75% da ROL. Custos superiores, entre 75% e 80% implicarão em atenção da empresa, como se uma luz amarela tivesse sido acesa. É hora de agir, de identificar os motivos da variação e de tomar as decisões necessárias.Nesta situação, é imprescindível o envolvimento dos gerentes corporativos e dos gerentes de filiais.

Se o CSP ultrapassar a perigosa marca de 85% da ROL, significará, automaticamente, que a sua empresa terá prejuízo ou um lucro insignificante, muito próximo de zero. A luz vermelha se acendeu e algo precisará ser feito urgentemente. O foco deverá ser a produtividade operacional e a eliminação dos desperdícios existentes. Também poderemos constatar que a receita é de baixa qualidade. Neste caso, será muito importante o envolvimento direto dos altos executivos da empresa, para a rápida reversão dos resultados. Fazendo uma analogia com o corpo humano, isso significa que a sua empresa está muito doente, mas que ainda não corre risco de morte.

Mas, e se o CSP ultrapassar o patamar de 90% da ROL? Bem, isso significa que a luz negra está acesa, e que algo terá que ser feito, "doa a quem doer". Sua empresa encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva (UTI); seus batimentos cardáicos estão muito baixos, a pressão vem caindo, e doses reforçadas de remédios estão sendo aplicados. Neste caso, muito provavelmente será necessário contar com ajuda externa, de especialistas experientes, que ajudarão os executivos da empresa na recuperação da saúde financeira da transportadora. A chance de recuperação é muito menor e exigirá a utilização de soluções complexas. Em alguns casos, a reengenharia parcial ou total da empresa poderá ser a melhor solução.  Nessa calamitosa situação, será importante rever o organograma da empresa, o quadro de funcionários, a malha operacional, perfil da frota, parceiros utilizados, tabelas de fretes, contratos, nível de serviço, etc. Neste momento não há mais espaço para questionamentos, discussões conceituais, quebras de paradigmas, disputas políticas internas, etc. É hora de agir!

Mas por que o CSP atinge cifras tão altas, a ponto de colocar as empresas em risco de sobrevivência?

Vários são os motivos, mas é importante entender que esse processo não ocorre de uma hora para outra, e que não é um processo "silencioso", que toma conta da empresa sem o seu devido conhecimento ou percepção. Temos constatado que algumas empresas levaram até 5 anos para saltar de uma patamar saudável para um nível "doentio" em seu CSP.

Um dos principais motivos dessa inoperância reside na falta de ferramentas de gestão, que traduzam a realidade operacional em números. Muitas transportadoras não têm uma DRE - Demonstração do Resultado do Exercício; outras até têm, mas são meras demonstrações contábeis, distantes da realidade do dia-a-dia. Sem a correta medição, não há o que fazer.

A falta de gestão da rotina diária da área operacional também favorece ao descontrole dos gastos e aumento do CSP. Muitas empresas atual com controles manuais, defasados em tempo, e que permitem apenas a tomada de ações corretivas, reforçando os aspectos reativos da gestão. Incentivamos a formação de bombeiros, ao invés de alimentarmos o  desenvolvimento de posturas táticas e estratégicas.

Outras empresas se esforçam para ter uma DRE realista, mas falham em conceitos, alguns deles muitas vezes básicos. Seus planos de contas estão incorretos e a apropriação dos custos ocorre de forma equívoca. Ou falham na questão temporal, apropriando contas segundo o fluxo de caixa e não pelo regime de competência, ou seja, apropriam uma conta de combustível em Abril, quando ela foi efetivamente paga, e não em Março quando ocorreu o fato gerador do custo.

Além da falta de controle e de falhas conceituais na apuração dos custos, o aumento do CSP também se deve à falta de capacitação dos responsáveis pela tomada de decisão nas Transportadoras. Certa vez, após apurar o CSP de uma empresa, e constatar que ele estava em 92% da ROL, o Gerente Corporativo de Transporte me disse: "impossível que isso esteja ocorrendo, se estivesse tão ruim eu já teria percebido; com certeza está errado, ou eu sou muito burro". Ao final, constatamos que o número não estava errado, que a situação da empresa era realmente muito crítica; em 9 meses o tal gerente foi demitido.

Outro fator, que contribui para o aumento do CSP está relacionado ao modelo de gestão instalado nas Transportadoras. Muitas empresas acostumaram-se a decidir com base no feeling, em um controverso sistema de tentativa e erro. No passado pode ter dado certo, quando as margens eram maiores, permitindo erros e acertos. Infelizmente essa margem é muito menor, se é que ainda existe!

O aumento do CSP também pode decorrer da baixa qualidade da receita gerada. Isso ocorre com aqueles Clientes que pagam mal, mas que exigem nível de serviço de altíssima qualidade. Em muitas empresas, eles já são a maioria. Sem a devida contrapartida da receita, os custos obviamente aumentarão.

Mas o que fazer, diante de cenários desoladores, onde o "paciente" está muito doente ou já se encontra na UTI? Bem, esse é o tema da terceira e última parte deste artigo, que em breve você receberá.

De qualquer forma, fique atento aos seus custos. Estruture-se adequadamente para decidir com base em informações confiáveis, investindo em sua equipe, em seus processos-chave e nas soluções tecnológicas. E não hesite em buscar ajuda externa. Bom trabalho!!! Trabalho não faltará!

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quarta-feira, 17 de abril de 2013

Artigo: Três números que realmente importam para uma Transportadora - Parte I de III


Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda. 

Três números realmente importam para os executivos e demais profissionais atuantes em Transportadoras. São eles: a Receita Operacional Líquida (ROL), o Custo dos Serviços Prestados (CSP) e as Despesas Operacionais (DO). A rentabilidade é uma consequência natural dessas três contas. 


A ROL - Receita Operacional Líquida é o resultado da subtração entre a Receita Operacional Bruta e os impostos diretamente incidentes sobre as vendas, como PIS, COFINS e ICMS e também da subtração dos descontos concedidos sobre as vendas. Algumas empresas, sabiamente, também deduzem da ROB as indenizações pagas a clientes, decorrentes de avarias, furtos e extravios de mercadorias. Na Receita Operacional Bruta devem ser consideradas apenas as receitas oriundas da prestação de serviços; receitas diversas, obtidas por outros meios (venda de ativos, por exemplo) devem ser contabilizadas como receitas não operacionais.

O CSP - Custo dos Serviços Prestados corresponde aos gastos com a operação. Englobam custos operacionais e administrativos. Dentre os custos operacionais destacamos as cifras envolvidas nas operações de coleta e entrega, transferência e terminais de carga.  Os custos operacionais se subdividem em custos fixos e variáveis.

Os custos fixos correspondem ao salários, encargos sociais e benefícios da tripulação, depreciação e remuneração do capital dos equipamentos de transportes (cavalo mecânico e semi-reboque/reboque), seguro dos equipamentos, documentação (CRLV, IPVA e DPVAT). Parte da manutenção também deve ser classificada como custo fixo, como salários, encargos sociais e e benefícios da equipe de oficina (mecânicos e ajudantes) e os custos com a infraestrutura física da área de manutenção (instalações e ferramental).

No caso da utilização de Terminais de Cargas, muito comuns em operações de carga fracionada, podemos considerar que a grande maioria dos custos são fixos. É o caso da mão de obra utilizada na carga e descarga de veículos, no aluguel do prédio ou depreciação mais remuneração do capital do imóvel próprio, nos gastos com segurança patrimonial e manuntenção predial e na depreciação e custo de oportunidade dos equipamentos e infraestrutura para a movimentação e eventual armazenagem dos materiais, que poderá envolver a utilização de paleteiras, empilhadeiras, escadas móveis, carrinhos diversos, estruturas porta-páletes, etc. Poderão existir custos variáveis, como é o caso da contratação de terceiros para o manuseio de materiais ou para a carga e descarga de veículos em períodos de pico na operação.

Os custos variáveis envolvem gastos com combustível, peças para a manutenção, pneus, lavagem e lubrificação e pedágios.

Os custos administrativos referem-se à área de tráfego, responsável pelo planejamento, gestão e controle das atividades operacionais. Referem-se aos gastos com a equipe (salários, encargos sociais e benefícios) e instalações físicas e equipamentos. Normalmente são rateados por veículo, faturamento, peso ou número de CTRCs emitidos.

Os custos fixos e variáveis relacionados ao gerenciamento de risco podem ser incluídos aqui, ou em conta à parte para a composição da porcentagem de GRIS.

Gastos com o seguro obrigatório de responsabilidade civil do transportador rodoviário de carga também deverão ser contabilizados à parte para a composição do
ad-valorem.

As Despesas Operacionais abrangem os gastos necessários ao apoio da operação. Envolvem todas as despesas relacionadas aos departamentos de Recursos Humanos, Qualidade Total, Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA), Contabilidade, Administrativo-Financeiro, Controladoria, Auditoria Interna, etc., em sua matriz e filiais. Aí estão incluídos os gastos com aluguel ou depreciação das instalações físicas (incluindo móveis e utensílios), depreciação e custo de oportunidade de equipamentos de informática e sistemas de segurança, IPTU, água e energia elétrica, salários, encargos sociais e benefícios de toda a equipe administrativa, gastos com materiais de escritório, despesas com comunicação (internet, links, telefonia móvel e fixa, etc), viagens e estadias da equipe, despesas legais e judiciais, despesas diversas (motoboys, cartório, correios, etc), gastos com assessorias externas, serviços de manutenção e limpeza, etc.

Um bom plano de contas, em conjunto com um moderno sistema informatizado de gestão (solução ERP), lhe ajudará a consolidar as informações de forma contábil e gerencial, alocando corretamente os dados em suas respectivas contas de receita, custos e despesas. Um plano de contas com erros conceituais e com um nível de detalhamento inadequado lhe conduzirá a uma errada classificação e interpretação dos dados, e consequentemente à equívocos na tomada de decisões.

Os dados consolidados deverão constituir uma importante instrumento de gestão para a Transportadora, a DRE - Demonstração do Resultado do Exercício. Tão ou mais importante do que outros demonstrativos ou ferramentas de gestão financeira, como o Balanço Patrimonial e o Fluxo de Caixa, a DRE é essencial para os executivos das Transportadoras.

A princípio a DRE deverá ser aberta por Filial e consolidada (todas as Filiais e a Matriz). Mas a Transportadora deve atuar de tal forma para que em muito breve tenha uma DRE por cliente, priorizando obviamente os clientes da curva "A", que representarão 70% do faturamento da Transportadora e depois os Clientes "B", que responderão por mais 20% da receita total da empresa. É um caminho longo e árduo, mas que precisará ser percorrido por todas as Transportadoras, independente de seu porte ou mercado de atuação.

Portanto, reserve recursos e direcione os esforços internos necessários para obter um confiável processo de custeio da operação, o que lhe permitirá a correta tomada de decisão em sua empresa, em todas as diferentes esferas de gestão, seja na área de Vendas, Operações, Financeiro, RH, etc.

Bom trabalho!

TREINAMENTOS EM DESTAQUE

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