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quarta-feira, 8 de outubro de 2014


Treinamento

Formação de Controllers em Logística
                                                        

A quem se destina

Diretores, Gerentes, Supervisores, Coordenadores e Analistas, responsáveis pela área de Logística / Supply Chain em Empresas Prestadoras de Serviços Logísticos Operadores Logísticos, Transportadoras, Freight Forwarders, Portos Secos, Armazéns Gerais, etc e Empresas de diversos setores da Indústria e do Comércio.

Por que participar

Os custos logísticos, resultantes dos gastos com transportes, estoques e movimentação e armazenagem de materiais podem representar uma importante parcela dos custos e despesas de uma empresa. Reduzir os custos e mantê-los a níveis competitivos é crucial para a sobrevivência e perpetuação das empresas em seus diferentes segmentos de atuação.

O treinamento tem como objetivo fornecer aos participantes os conceitos, as ferramentas e os instrumentos necessários para atuarem na função de controller de logística.  Através deste treinamento, você será capacitado a atuar como um profissional capaz de identificar as oportunidades de melhorias existentes e implantar as mudanças necessárias para reduzir custos, controlar variações indesejadas nas variáveis-chave de desempenho da operação e ampliar o nível de serviço.

Carga-horária do treinamento 20 horas em dois dias consecutivos.

Quantidade de Participantes apenas 25.

Equipamentos necessários recomendamos aos participantes portar notebook e calculadora.

O treinamento apenas será realizado com o número mínimo de 15 participantes.

Local e data de realização do treinamento

São Paulo, SP

Data dias 08 e 09/12/2014, das 08h00 às 20h00

Local Hotel MERCURE Privilege
Endereço Av. Macuco, 579 – Moema - CEP 04523-001 - São Paulo – SP

Reservas especiais para participantes do treinamento
Tel 55 11 5054-7800
Fax 55 11 5054-7794
E-mail
h3124-re@accor.com.br

Se a sua cidade não está sendo atendida na programação acima, consulte a opção da realização de eventos particulares na sua empresa, na modalidade in-company, ou através da formação de um pool de empresas.

Programa Técnico

1.     Conceitos Básicos em Controladoria
a.     Origem e Evolução da Atividade de Controladoria
b.    Papel do Controller nas Organizações Empresariais
c.     Escopo de Atuação da Controladoria
d.    Interfaces
2.     O Papel e o Perfil do Controller em Logística
a.     Escopo de Atuação do Controller em Logística
b.    Desafios no Novo Cenário Logístico
c.     Resultados Esperados com a Controladoria em Logística
d.    Interações Internas e Externas
e.     Competências e Habilidades Requeridas
3.     Custos Logísticos
a.     Conceitos Gerais sobre Custos
b.    Custos na Movimentação e Armazenagem de Materiais
c.     Custos com Transportes
d.    Custos com Estoques
e.     Custos com a Logística Reversa
4.     Planejamento Estratégico em Logística
a.     Conceitos Fundamentais sobre Estratégia
b.    Análise do Ambiente Interno e Externo
c.     Pontos Fortes e Pontos Fracos
d.    Identificação das Diretrizes Estratégicas
e.     Definição dos Objetivos
f.     Planos de Ações
g.    Implantação, Monitoramento e Revisão do Plano Estratégico em Logística
5.     Indicadores de Desempenho em Logística
a.     Conceitos Gerais sobre Indicadores de Desempenho
b.    Indicadores de Produtividade
c.     Indicadores de Custos
d.    Indicadores de Nível de Serviço
e.     Indicadores de Gestão do Capital Humano
f.     Outros Indicadores
g.    Metodologia para Gestão através de Indicadores de Desempenho
6.     Benchmarking em Logística
a.     Definições Conceituais sobre Benchmarking
b.    Tipos de Benchmarking
                                                       i.    Interno
                                                      ii.    Competitivo
                                                     iii.    Setorial
                                                    iv.    Funcional
                                                     v.    Estratégico
c.     Etapas para a Realização do Benchmarking
                                                       i.    Planejamento
                                                      ii.    Coleta de Dados
                                                     iii.    Análises e Comparações
                                                    iv.    Elaboração e Implantação do Plano de Mudanças
                                                     v.    Avaliação das Melhorias
d.    Código de Conduta para Benchmarking
7.     Frentes para a Melhoria Contínua e Reengenharia na Logística
a.     Pessoas
b.    Processos
c.     Infraestrutura
d.    Tecnologia
e.     Sistemas de Gestão
8.     Ferramentas para a Análise e Solução de Problemas
a.     5W2H
b.    PDCA
c.     Diagrama de Ishikawa
d.    Brainstorming
e.     Outras
9.     Engenharia Econômica
a.     Uso da HP-12C
b.    Juro, Taxa de Juro, Capital e Montante
c.     Fluxo de Caixa
d.    Regime da Capitalização: Juros Simples e Compostos
e.     Análise de Investimentos
                                                       i.    Método do Custo Anual
                                                      ii.    Método do Valor Presente Líquido VPL
                                                     iii.    Método da Taxa Interna de Retorno TIR
                                                    iv.    Payback
                                                     v.    Exercícios e Casos Práticos
10.  Estatística Básica
a.     Conceitos Básicos em Estatística
b.    Apresentação de Dados em Tabelas e Gráficas
                                                       i.    Tabelas e Gráficos para Dados Categóricos
                                                      ii.    Organizando Dados Numéricos
                                                     iii.    Tabelas e Gráficos para Dados Numéricos
                                                    iv.    Tabulações Cruzadas
                                                     v.    Gráficos de Dispersão e Séries Temporais
c.     Medidas de Tendência Central média, mediana, moda, quartil, decil, percentil, média geométrica
d.    Medidas de Variação e Formato amplitude, variância, desvio-padrão, coeficiente de variabilidade

Palestrante

Marco Antonio Oliveira Neves, graduado em Administração de Empresas pela FGV-SP e pós-graduado em Administração da Produção e Finanças no CEAG da FGV-SP. Diversos cursos de extensão em Logística no Brasil e no Exterior. Atuação em empresas como Goodyear, Cia Cervejaria Brahma (atual Ambev), Cervecera Nacional, Ryder Logística e Deloitte Consulting. Atualmente é Diretor Presidente da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda, da NETLOG (voltada ao hunting e outplacement) e da Guepardo Serviços Técnicos. Palestrante em diversos eventos no Brasil e no Exterior (em mais de 10 países). Atua como consultor em logística (mais de 200 projetos realizados) e como palestrante. Nos últimos oito anos treinou mais de 15.000 profissionais de 3.500 diferentes empresas em diversos cursos abertos e in-company. É colunista da Revista Mundo Logística e da Revista Quatro Rodas, além de autor de mais de 350 artigos na área.

Inscrições

Através do e-mail treinamento@tigerlog.com.br. No e-mail informe os dados do participante nome, cargo e e-mail e os dados da empresa para a emissão da nota fiscal eletrônica e do boleto bancário razão social, endereço completo, CNPJ e inscrição estadual

A nota fiscal e o boleto bancário serão encaminhados pelo e-mail. Vencimento em 10 dez dias.

Investimento

1.600,00 Mil e Seiscentos Reais por participante.

Tabela de descontos
  • 2 participantes da mesma empresa 5%
  • 3 ou mais participantes da mesma empresa 10%

Inclusos no valor o certificado, coffee-break, almoço e material de apoio (pasta, caneta e bloco).

O material didático, em versão eletrônica CD e impressa, será disponibilizado a todos os participantes.

Cancelamento de Inscrições e Substituição de Participantes

Todo e qualquer cancelamento deverá ser comunicado de forma escrita, por e-mail, informando o nome do participante, treinamento e empresa, seguindo os procedimentos conforme abaixo.

Participantes poderão ser substituídos, porém será necessário enviar e-mail em até 42 horas antes da data do respectivo treinamento, formalizando a mudança de participante para a impressão do certificado e crachá.

1. Cancelamento por parte do participante em até CINCO dias úteis antes da realização do treinamento
No caso de pagamento já realizado, o valor pago será devolvido, descontando-se os impostos recolhidos e pagos pela Tigerlog, devido à impossibilidade de cancelamento da Nota Fiscal.

2. Cancelamento por parte do participante em prazos inferiores a cinco dias até a data de realização do treinamento
No caso de pagamento já realizado, o valor pago NÃO será devolvido e NÃO HAVERÁ POSSIBILIDADE DE REEMBOLSO OU REAGENDAMENTO.
No caso de pagamento não efetuado, ou seja, a vencer, IMPLICARÁ NA COBRANÇA INTEGRAL DO VALOR DA INSCRIÇÃO, SEM A POSSIBILIDADE DE REEMBOLSO OU REAGENDAMENTO.

3. Participante não comparece ao treinamento no qual foi inscrito e não comunica a Tigerlog
No caso de pagamento já realizado, o valor pago não será devolvido e NÃO HAVERÁ POSSIBILIDADAE DE REEMBOLSO OU REAGENDAMENTO.
No caso de pagamento ainda não realizado, será cobrado do participante ou da empresa O VALOR INTEGRAL DA INSCRIÇÃO, SEM A POSSIBILIDADE DE REEMBOLSO OU REAGENDAMENTO.

4. Cancelamento por parte da Tigerlog/ Guepardo Logística

A Tigerlog reserva-se no direito de cancelar o curso, com até 48 horas de antecedência, no caso de não atingir o mínimo de 15 participantes. Nesse caso, todos os participantes serão informados por e-mail e telefone, contando com a opção de utilizar o valor pago (se pago) em outros cursos da Tigerlog, podendo ainda usufruir de crédito adicional de 25% a 30%; dependendo do curso ou solicitar a devolução do valor integral pago.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Bicicletas, uma possível saída para o trânsito caótico das grandes cidades brasileiras ?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Recentemente estive em Amsterdã e pude comprovar a eficiência no transporte de pessoas através bicicletas.

Amsterdã tem mais bicicletas do que habitantes. Censo recente, do início deste ano de 2014, apontou que a cidade conta com quase 800 mil habitantes e com 881 mil bicicletas.

O que explicaria o sucesso desse fenômeno, que segue na contramão de grandes cidades como Paris, Roma, Londres, São Paulo, Rio de Janeiro, Cidade do México, Moscou, etc.?

A Holanda é considerada um dos Países Baixos, ou seja, com grande parte de seu território abaixo do nível do mar. Seu relevo é plano, o que torna a bicicleta um meio de transporte bastante conveniente. Embora a cidade de Amsterdã tenha um sistema de transporte público muito eficiente e barato, através de bondes elétricos, ele responde por apenas 11% do total de quilômetros percorridos diariamente pelas pessoas, em suas atividades de lazer, trabalho ou estudo; mais de 70% da distância diária é coberta por bicicletas! Para que se tenha uma boa noção da disparidade desse número, basta saber que na União Europeia esse número é de apenas 7%.

A cidade tem aproximadamente 400 quilômetros de ciclovias. São vias devidamente sinalizadas, e separadas das ruas por onde circulam os bondes elétricos e os carros. Na Holanda o uso de capacete não é obrigatório, como ocorre no Reino Unido; isso acontece porque as ciclovias contam com vias exclusivas para a circulação em sentidos contrários. Raramente você observará um ciclista circulando no fluxo inverso.

As leis de trânsito também favorecem os ciclistas, no "convívio" diário com os veículos motorizados. E são muito respeitadas pelos motoristas locais. Mas também existem leis que obrigam os ciclistas a terem um comportamento adequado.

Além de seu relevo plano, a Holanda é também um país muito pequeno, com distâncias muitos curtas entre bairros e cidades. A grande maioria dos deslocamentos não chega a 10 km. Isso ajuda, e muito!

Outra razão para o sucesso das bicicletas em Amsterdã remonta ao seu passado. A configuração da cidade se consolidou no século XVII, numa época em que não existiam carros, mas apenas cavalos, carruagens e barcos. O espaço limitado pelos canais da cidade inviabiliza, atualmente, o uso de veículos.

Escolas, empresas, repartições públicas e atrações turísticas estão preparadas para as bicicletas, e contam com estacionamentos e garagens apropriadas. Pessoas bem vestidas, muitas de terno, utilizam suas bicicletas para se locomover pela cidade.

Embora estejamos falando de um país de Primeiro Mundo, cerca de 55.000 bicicletas são roubadas por ano em Amsterdã; nem tudo na Europa funciona perfeitamente como às vezes acreditamos no Brasil.

O uso de bicicletas não se limita apenas ao transporte de pessoas. É comum vermos o transporte de pequenas encomendas em bicicletas. Obviamente, grandes volumes demandam a utilização de veículos urbanos de carga.

Em Amsterdã deu certo, mas e nas grandes cidades brasileiras, poderá certo?

Particularmente, acredito que ainda não. Ainda demorará muito, mas muito mesmo para nos estruturarmos da forma devida. Não basta criar ciclovias; é necessário criar leis rígidas e punições severas para motoristas e ciclistas irresponsáveis, ciclovias interligando os bairros e as cidades mais próximas, e devidamente segregadas das vias no qual circulam os veículos, e uma infraestrutura de apoio, que garanta a guarda das bicicletas, até a sua nova utilização.

Quantos bancos, escolas, empresas, repartições públicas, etc., estão prontos para receber milhares de bicicletas diariamente? Quantos motoristas contam com a educação devida para dividir o espaço público com as bicicletas? Quantas pessoas estarão dispostas a abrir mão de seu status para deixar em casa o seu belo e caro carro, para viajar em uma simples bicicleta?

Mas, precisamos começar. As cidades do Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Campo Grande, Fortaleza, Aracaju, Brasília, Santos, Praia Grande e Sorocaba estão dando belos exemplos para todos os brasileiros. Pode ainda não ser a situação ideal, mas já apresentam resultados interessantes. É importante que outras cidades, de grande e médio porte deem seu pontapé inicial, e plantem uma semente que proporcionará excepcionais frutos para toda a sociedade!

E se puder, um dia vá a Amsterdã e veja você mesmo como funciona uma cidade com tantas bicicletas. Você vai adorar!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Sua empresa está preparada para os difíceis desafios que vem por aí?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Independente das questões macroeconômicas e dos rumos almejados pelo setor público, o que vem por aí é realmente preocupante para Operadores Logísticos e Transportadoras. Você já percebeu como está cada vez mais difícil e mais caro conseguer aquele mesmo R$ 1,00 de faturamento? E quando falamos de rentabilidade ou lucro? Em alguns casos isso parece uma missão impossível!

Não se trata de pessimismo, mas de uma dose reforçada de REALISMO. Os próximos anos serão difíceis e realmente desafiadores para Operadores Logísticos e Transportadoras. E por que?

Vários fatores levarão a um aumento da complexidade na operação logística e que refletirão diretamente no relacionamento comercial entre os Embarcadores e prestadores de serviços e na rotina diária das Transportadoras e Operadores Logísticos.

Um deles trata do arrefecimento (ou perda de entusiasmo) no relacionamento entre os Embarcadores e seus parceiros. As relações serão marcadas por menor tolerância, alternância de humor, maior desconfiança, maior impessoalidade e por cobranças permanentes. Se já andava difícil, ficará ainda pior devido ao aumento dos custos operacionais, decorrentes dos sucessivos reajustes nos insumos produtivos (diesel, pneu, peças de manutenção, etc.) e das maiores dificuldades no planejamento, gestão e operação do dia-a-dia.

Embarcadores pressionados por menores custos e maiores níveis de serviço, colaborarão para uma relação de alta tensão. Os contratos formais, quando estabelecidos, deverão reforçar ainda mais os aspectos ganha-perde do negócio, a favor do Embarcador obviamente.

Com custos cada vez maiores, as Transportadoras e Operadores Logísticos precisarão realizar um gigantesco e contínuo esforço na identificação e implantação de oportunidades de melhorias. Não haverá espaço para "depois", ou "quando der", e tampouco margem para iniciativas na modalidade "tentativa e erro". Será praticamente proibido errar!

Não é exagero; isso será uma questão de sobrevivência. Para manterem-se competitivas no mercado, as Transportadoras e os Operadores Logísticos deverão otimizar seus resultados, extraindo o melhor que puder de sua infraestrutura operacional, processos, sistemas informatizados e pessoal. A questão é: como realizar tudo isso, de forma natural, objetiva e constante?

Será preciso dotar o pessoal chave da sua empresa de uma visão e conhecimento avançado  dos custos operacionais. Não se tratará apenas de uma melhor base conceitual, mas de sistemas informatizados e de relatórios financeiros que permitam uma maior visibilidade e um mais confiável processo de tomada de decisão. Como evoluir rapidamente de uma empresa paternalista, pessoal, emotiva e intuitiva para um novo modelo, mas racional,  matemático, impessoal e meritocrático?

Também será necessário realizar uma revolução cultura na empresa, que mexerá com DNA pedominante. Executivos serão cobrados por uma visão mais estratégica e por uma rotina de gestão, e não de execução. Vendedores precisarão ser mais técnicos; será imprescindível reduzir os esforços "inúteis" de vendas. Operacionais deverão atuar menos como "bombeiros", que diariamente apagam incêndios, muitas vezes intermináveis, se posicionando de forma inteligente diante das não conformidades existentes. Profissionais da área Financeira serão cobrados por uma melhor administração do fluxo de caixa e por maiores informações para a tomada de decisão, principalmente aquelas relacionadas à identificação de clientes ou serviços pouco lucrativos. Departamentos de Recursos Humanos deverão atuar na atração e retenção de talentos ao invés de limitarem-se apenas às atividades burocráticas e legais relacionadas à contratação, pagamento e demissão de pessoal. A área de Qualidade deverá servir como suporte essencial para a melhoria contínua e mola propulsora dessa mudança  cultural.

Estamos falando de uma mudança radical de postura. Comece fazendo um diagnóstico da sua empresa, para identificar as medidas mais importantes e prioritárias para a sua empresa. Na sequência, implemente as mudanças necessárias, de forma avassaladora e irreversível. Se demorar ou se vacilar, poderá não dar mais tempo. Neste momento, o relógio não trabalha a nosso favor.


Mais do que simplesmente "endurecer sem perder a ternura", estamos tratando de um rápido e necessário amadurecimento das empresas. Amadurecimento que precisará ocorrer de forma rápida e consistente. Erros poderão se fatais. Sua empresa está realmente pronta para os difíceis desafios que vem por aí?

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O verbo da moda é CUSTEAR...você sabe conjugar?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Pense em uma competência importante para os profissionais de logística. Você deve ter  pensado em várias coisas, correto? Agora, coloque-as numa ordem de importância, da mais importante para a menos importante. Com certeza, as três mais importantes competências estarão ligadas a algo como "orientação para resultados", "hands on", "capacidade de suportar situações de pressão", "flexibilidade", "negociação","familiaridade com números",  "facilidade com cálculos", etc. 
Seja qual for a característica que você priorizar, ela provavelmente terá uma ligação com a capacidade de lidar com os números relevantes da empresa, no  nosso caso, com as cifras relacionadas à operação logística, aquelas que afetam o resultado financeiro da companhia, principalmente o lucro. 
Ppor detrás do lucro está a gestão dos custos. Custos mal dimensionados afetarão a rentabilidade da empresa. Nesse cenário a empresa se verá obrigada a reduzir sua margem de lucratividade ou a repassar suas ineficiências para os preços, podendo perder competitividade (e participação) no mercado. Você gostaria de ver a logística sendo responsabilizada por isso? 
Obviamente que não. Portanto, lidar corretamente com os custos logísticos é condição sine qua non para a sobrevivência e crescimento do profissional da área de logística. E da sua empresa também! 
Comece conhecendo os componentes do custo logístico. Parece fácil, mas não é. Teoria será fundamental. Quanto mais você mexer, mais coisas você encontrará. Esse é o primeiro passo. 
Procure também entender o fluxo de informações para o custeio. Apure os procedimentos e os sistemas de informação por detrás dos custos. Avalie a confiabilidade e a lógica de apuração dos dados. Entenda a fundo o "caminho" que os custos percorrem até chegar a você. 
Na sequência entenda a relação entre o custo e o fator gerador desse custo. Ou seja, o que produz o custo e como se comportam essas variáveis? 
Por exemplo: ao vender de forma fracionada, que impacto isso terá sobre os custos operacionais? Teremos menores quantidades apanhadas, mais vezes ao longo do dia. Isso significará maior necessidade de mão de obra e equipamentos de movimentação. Em função do aumento da complexidade operacional, demandaremos maiores investimentos em tecnologia da informação (coletores de radiofrequência por exemplo) e em automação, e maiores esforços no inventário dos materiais remanescentes. Antes de expedir, a carga precisará ser unitizada, exigindo etiquetas, filme stretch, e mão de obra para o manuseio e preparação. Em função do fracionamento, será necessário um maior nível de conferência, e por aí vai...custos, custos e mais custos! 
Entendendo os custos e os fatores geradores dos custos, restará agora analisar as informações existentes, definir metas de redução e  "quebrar a cabeça" para identificar formas de reduzí-los. Existe uma longa de lista de perguntas que devem ser feitas, como por exemplo:
- existem processos que podem ser eliminados, simplificados ou combinados com outros?
- é melhor eu mesmo fazer ou transferir essa atividade para um terceiro especializado?
- esse parceiro, com o qual trabalho atualmente, é o melhor para a minha empresa? Existem outras opções? Quanto custarão?
- posso automatizar algo e reduzir a necessidade de mão de obra?
- é possível reduzir custos treinando a minha equipe? Que tipo de treinamento é necessário? 
Superada essa "dolorida" etapa, faltará apenas adotar formas de garantir a sustentabilidade dessas ações no médio e  longo prazo, para não perdermos as conquistas alcançadas. Isso envolverá adotar utilização de ferramentas da qualidade, instrumentos de gestão à vista, remuneração variável, etc. Não é fácil, mas é gratificante demais! 

É isso aí...conjugue o verbo custear em todos os tempos possíveis. Não espere que seus concorrentes te ensinem!

A sua Transportadora está pronta para os desafios de hoje e de amanhã?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda 
O ano de 2012 ainda é lembrado por muitas empresas, como um ano complicado;
2013 não está sendo diferente, dadas as dificuldades de repassar o aumento dos custos operacionais oriundos do reajuste no preço dos insumos produtivos e do aumento da compelxidade operacional. E 2014 parece indecifrável. O que prever para os próximos anos? 
Não importa o que vem por aí. A sua empresa precisa estar pronta e "blindada" para superar cada novo desafio que encontrar pela frente. A questão primordial é: ela está suficientemente preparada para superar os diferentes tipos de obstáculos que surgirão? 
Dificuldades não faltarão, isso é certo! Problemas internos e externos testarão a sua capacidade de resistência. Turn-over de pessoal, passivos trabalhistas, dificuldades na obtenção de mão de obra qualificada e na retenção de talentos, inflação de salários, pressão por melhores benefícios, clientes intransigentes, prazos alongados de pagamentos, descontos unilaterais nas faturas, compradores de serviços terroristas, etc. 
Pergunto mais uma vez: sua empresa está devidamente estruturada para passar por cima disso tudo como um "rolo compressor"? 
Que medida você utiliza para avaliar se a sua Transportadora vai bem? 
Você acha que o aumento de receita é suficiente para concluir que está tudo bem? Na prática sabemos que não. Falta obviamente considerar a questão da rentabilidade (lucro líquido). Seus custos e depesas encontram-se em patamares adequados ao seu perfil de negócio e à qualidade da sua receita? 
Então, se minhas vendas crescem e ainda lucro com a prestação dos meus serviços, isso significa que está tudo bem? Não, infelizmente não. Isso apenas significa que MOMENTANEAMENTE, as coisas vão bem, mas que futuramente poderão não estar tão bem assim! 
Há, ainda, um terceiro elemento a ser considerado: o fluxo de caixa. Você pode faturar milhões de reais a cada mês, registrar um crescimento de dois dígitos e um lucro mínimo razoável, mas poderá lhe faltar dinheiro em caixa para pagar as contas, e aí você terá que recorrer aos bancos e pagar juros exorbitantes. 
Portanto, se eu resolver o trinômio vendas x lucro x fluxo de caixa, posso dizer que tudo vai bem e que estou realmente capacitado para enfrentar qualquer problema adiante? Em parte sim, mas isso ainda não lhe garantirá sobrevivência e crescimento no médio e longo prazo. 
Mas, por que não? Porque atuamos em um mercado extremamente complexo, com uma das dinâmicas de negócio mais difíceis de serem equacionadas. 
O mercado de prestação de serviços em transportes é extremamente volátil.
Nele, as coisas rapidamente "evaporam". Nada é muito certo. Hoje você pode ter 100 contratos com pelo menos um ano de duração, mas amanhã você poderá perder 10% deles, mesmo prestando um serviço de boa qualidade. E desses 100 contratos atualmente existentes, quantos deles são realmente lucrativos? E quantos permanecerão lucrativos nos próximos anos? 
Além da volatilidade, temos que levar em conta que não é nada fácil administrar um negócio no qual a necessidade de investimentos é muito alta, e constante, e onde você depende (demais) de mão de obra, uma variável cada vez mais difícil de administrar, seja por aspectos comportamentais ou financeiros. 
A verdade é que o seu futuro será resultado daquilo que você decidir e fizer hoje. O que você tem feito, além das atividades rotineiras, para garantir o futuro e a perpetuação da sua empresa? Quais variáveis-chave você tem trabalhado nos últimos meses ou anos para garantir sustentabilidade no futuro? 
Infelizmente, a grande maioria dos executivos das Transportadoras administram suas empresas no jeito Zeca Pagodinho de ser, no estilo "deixa a vida me levar, vida leva eu...". Acreditam que o que deu certo até agora, continuará dando certo no futuro. Será? 
Faça uma análise da sua empresa. Através desse diagnóstico, procure identificar as deficiências existentes e desenvolva ações de curto, médio e longo prazo para saná-las. Não espere o mercado apontar seus erros, isso poderá ser tarde, tarde demais! 
Se não sabe por onde começar, busque auxílio externo, mas não fique parado.

Nesse setor de transportes "precisamos correr muito para permanecermos no mesmo lugar"!

terça-feira, 8 de maio de 2012

São Longuinho, o Santo dos Armazéns!!!


      
Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Você se lembra de São Longuinho, aquele santo que invocamos quando perdemos algo e ao encontrarmos, recompensamos com três pulinhos?

Você sabia que ele é o santo mais aclamado em todo os armazéns desorganizados, pouco ou mediamente organizados do mundo?

E por que isso acontece?

Isso ocorre porque em muitos armazéns existem materiais "perdidos", que se não forem encontrados há tempo, ajudarão a compor uma estatística perversa, a dos produtos obsoletos (ou mortos), sem valor algum de comercialização, que em muitas empresas chegam a representar até 10% do valor total do estoque. Além da perda da receita pela impossibilidade de venda do material, ainda arcaremos com os custos com a movimentação e armazenagem desses itens até que ocorra uma decisão da empresa e com os gastos incorridos com a destinação final, que poderá envolver a sua descaracterização, desmontagem, reciclagem total ou parcial, incineração ou envio para um aterro sanitário.

Em um armazém de pequeno porte, a busca pelos materiais "perdidos" é uma tarefa relativamente fácil, mas em Centros de Distribuição e Almoxarifados de médio e grande porte, essa procura transforma-se em uma árdua missão, que acaba acarretando em outros diferentes problemas, que impactarão no nível de serviço ao Cliente, produtividade e custos.

Mas qual a razão da "perda" de materiais em armazéns? Como isso pode ocorrer?

Os problemas podem começar na entrada do material, durante a atividade de recebimento e conferência. Itens similares ou até mesmo materiais ainda não cadastrados podem ser identificados incorretamente e registrados erroneamente com códigos que não correspondam à realidade. Com o código incorreto ficará muito difícil localizar o material em estoque.

Na atividade de endereçamento também podem ocorrer falhas, agravadas em situações onde não existam metodologias para o endereçamento de materiais (situações conhecidas como "guarda-se onde dá"), mas também pela utilização de sistemas apoiados em planilhas em Excel, alimentadas manualmente, muitas vezes pelos próprios operadores.

Na estocagem a "perda" ocorre em função da alocação do material no endereço incorreto, sem o devido ajuste por parte do operador. Isso pode ocorrer por pressa e/ou desatenção, mas também por despreparo técnico, ou seja, mesmo o sistema indicando o endereço B(rua), 3(coluna) , 2 (nível), o operador aloca o material no endereço que "julga" ser mais apropriado, por exemplo A-2-2, sem realizar a alteração no sistema. Apenas com o procedimento de auditoria de endereços é que localizaremos esse material "perdido" pelo armazém. Até lá ele poderá ser separado e expedido incorretamente e ainda gerar uma devolução para a empresa.

E como resolver isso?

Uma única ação não será suficiente para sanarmos o problema completamente.

Comece pela revisão e redesenho dos processos operacionais, incluindo formulários utilizados. Procure simplificar ao máximo, sem comprometer a qualidade do trabalho realizado.

Treine a equipe nos novos processos, incluindo as eventuais interfaces automatizadas em seu sistema WMS - Warehouse Management System.

Desenvolva indicadores que permitam monitorar o desempenho das atividade de recebimento, putaway e estocagem, para que de uma forma rápida e precisa possamos identificar o tipo e o tamanho das não conformidades existentes.

Implemente um procedimento de inventário rotativo, além de uma auditoria de acuracidade de endereços, que tem o propósito de localizar materiais "perdidos". Dessa forma os ajustes poderão ser realizados rapidamente, antes que o material possa ser separado e expedido.

Verifique também se não existem "gargalos" operacionais que possam comprometer a acuracidade da operação, como falta de espaço nas docas e plataformas, equipamentos de movimentação inadequados, problemas com o housekeeping,  etc.

Avalie também a forma como o produto é identificado e a sistemática de cadastro de materiais utilizada pela empresa. Identificações muito longas ou muito curtas tendem a confundir o operador. Identificações que intercalam número e letras também geram problemas frequentes. Opte por descrições com até 7 ou 8 caracteres, com uma sequência de letras e números.

Se ainda não tem, avalie a viabilidade técnico-econômico-financeiro para a compra e implantação de um sistema WMS - Warehouse Management System, em conjunto com soluções de automação com código de barras.

Dessa forma minimizaremos a possibilidade de "perdermos" materiais em seu Almoxarifado ou Centro de Distribuição, e o risco de separar e expedir materiais incorretamente, gerando custos adicionais, baixo de nível de serviço e necessidade de retrabalho.

Veja abaixo nossa programação de treinamentos para o mês de Maio
  • 14 e 15/05 Técnicas Avançadas de Planejamento, Programação e Controle da Produção PPCP e Gerenciamento de Estoques das 8h00 as 17h00 Investimento 980,00  Veja mais>>
  • 14 e 15/05 - Excelência na Gestão de Almoxarifados 18h00 as 22h00 Investimento 600,00  Veja mais>>
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