Mostrando postagens com marcador transport. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador transport. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O que está acontecendo com as Transportadoras no Brasil?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda 
Há alguns anos atrás, os acionistas do Expresso Mercúrio e do Expresso Araçatuba, duas importantes e bem sucedidas empresas do setor de transporte de cargas optaram por deixar o mercado, repassando suas operações a um grupo multinacional. Ano passado foi a vez do Rapidão Cometa ser adquirido integralmente pela Fedex. Recentemente, outra empresa, tida como referência no setor, o Expresso Jundiaí, também foi vendido para a Femsa Logística, subsidiária da Femsa (engarrafadora Coca-Cola), com sede no México e com atuação em seis países latino-americanos. 
Boatos no mercado citam que outras empresas de porte também estariam em negociações avançadas com empresas nacionais e multinacionais. Verdade ou mentira? Na prática isso não importa. Empresários do setor estão apreensivos com os fatos recentes e questionam as motivações por detrás de tudo isso e os rumos futuros do mercado. 
Na prática existe um pouco de tudo por detrás dessas decisões. 
Existe desapontamento com o mercado? Sim, claro, e muito, principalmente para as Transportadoras estabelecidas há muitos anos no setor, e que vivenciaram tempos áureos nas décadas de 60, 70, 80 e meados de 90. Tempos que não voltarão jamais! 
Existe preocupação com o futuro? Obviamente que sim. Tudo aponta para uma realidade oepracional cada vez mais complexa, no qual ocorrerá uma grande pressão dos custos e uma enorme necessidade de investimentos. E sabemos de antemão que nem toda a parcela adicional de custos conseguirá ser repassada aos Clientes. Isso significará menores margens para as Transportadoras.
Menores margens para um setor extremamente castigado. Sem a rentabilidade adequada, como criar condições para novos investimentos? 
Existem problemas sucessórios? Sim, claro, não que estejam relacionados aos casos citados acima, mas esse foi, no passado, um dos maiores problemas do setor. Ainda é um problema delicado, mas em menor escala. Muitas transportadoras ainda são administradas como empresas familiares, e nem sempre um descendente direto ou indireto do fundador ou dos executivos da empresa reúne as condições técnicas necessárias para exercer a função para o qual foi direcionado. O problema é que os responsáveis pelas das Transportadoras demoram para perceber tudo isso, ou preferem não enxergar. 
Existe a questão de oportunidade? Também. A grande maioria das empresas têm em mente o valor que elas entendem que o seu negócio valha. Se alguém oferecer algo próximo disso, com certeza despertará ainda mais nos acionistas o interesse na venda da empresa. E se as coisas caminharem bem, porque não vender? 
Em resumo, vivemos momentos inesquecíveis no passado, não testemunhamos uma boa situação no presente, e tampouco esperamos um horizonte melhor no futuro. Nessa análise restrospectiva, e projetando o futuro, muitos acionistas "pediram para sair". Nos exemplos citados, "saíram muito bem, obrigado." Saíram na hora certa, segundo o entendimento deles. 
Sair seria a solução? Depende. Ao mesmo tempo que temos gente saindo, bem ou mal, temos gente entrando, também se dando bem ou mal. Alguns enxergam oportunidades no cenário atual e futuro, outros estão realmente desanimados ou foram inteligentes o suficiente para entender o momento certo de parar. 
Se resolver ficar, tenha em mente que o que serviu até aqui poderá não servir mais. Será preciso reavaliar a sua empresa constantemente e redirecioná-la para os novos  desafios do mercado. É como comandar uma embarcação, ora enfrentado mares tranquilos, ora enfrentando tempestades e ondas gigantescas. Está pronto comandante? Está disposto a tudo isso marujo? 
A Tigerlog, através da sua divisão de consultoria Guepardo, disponibiliza serviços de apoio e orientação empresarial a custos realmente competitivos, que poderão auxiliar a sua empresa no correto diagnóstico e tomada de decisão. 
Desenvolvemos um questionário em Excel, com mais de 70 perguntas, que poderão lhe proporcionar uma rápida avaliação do nível de competitividade da sua empresa. Através de um amplo e objetivo questionamento, você poderá identificar a pontuação obtida e ao final, concluir sobre a necessidade de rápidos ajustes ou de mudanças estruturais. 
Essa "ferramenta" é disponibilizada GRATUITAMENTE, apenas para diretores e proprietários das Transportadoras. 
Trata-se de uma ferramenta exclusiva para Transportadoras.

Solicite-a pelo e-mail marcoantonio@guepardologistica.com.br

A sua Transportadora está pronta para os desafios de hoje e de amanhã?

Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, Diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda 
O ano de 2012 ainda é lembrado por muitas empresas, como um ano complicado;
2013 não está sendo diferente, dadas as dificuldades de repassar o aumento dos custos operacionais oriundos do reajuste no preço dos insumos produtivos e do aumento da compelxidade operacional. E 2014 parece indecifrável. O que prever para os próximos anos? 
Não importa o que vem por aí. A sua empresa precisa estar pronta e "blindada" para superar cada novo desafio que encontrar pela frente. A questão primordial é: ela está suficientemente preparada para superar os diferentes tipos de obstáculos que surgirão? 
Dificuldades não faltarão, isso é certo! Problemas internos e externos testarão a sua capacidade de resistência. Turn-over de pessoal, passivos trabalhistas, dificuldades na obtenção de mão de obra qualificada e na retenção de talentos, inflação de salários, pressão por melhores benefícios, clientes intransigentes, prazos alongados de pagamentos, descontos unilaterais nas faturas, compradores de serviços terroristas, etc. 
Pergunto mais uma vez: sua empresa está devidamente estruturada para passar por cima disso tudo como um "rolo compressor"? 
Que medida você utiliza para avaliar se a sua Transportadora vai bem? 
Você acha que o aumento de receita é suficiente para concluir que está tudo bem? Na prática sabemos que não. Falta obviamente considerar a questão da rentabilidade (lucro líquido). Seus custos e depesas encontram-se em patamares adequados ao seu perfil de negócio e à qualidade da sua receita? 
Então, se minhas vendas crescem e ainda lucro com a prestação dos meus serviços, isso significa que está tudo bem? Não, infelizmente não. Isso apenas significa que MOMENTANEAMENTE, as coisas vão bem, mas que futuramente poderão não estar tão bem assim! 
Há, ainda, um terceiro elemento a ser considerado: o fluxo de caixa. Você pode faturar milhões de reais a cada mês, registrar um crescimento de dois dígitos e um lucro mínimo razoável, mas poderá lhe faltar dinheiro em caixa para pagar as contas, e aí você terá que recorrer aos bancos e pagar juros exorbitantes. 
Portanto, se eu resolver o trinômio vendas x lucro x fluxo de caixa, posso dizer que tudo vai bem e que estou realmente capacitado para enfrentar qualquer problema adiante? Em parte sim, mas isso ainda não lhe garantirá sobrevivência e crescimento no médio e longo prazo. 
Mas, por que não? Porque atuamos em um mercado extremamente complexo, com uma das dinâmicas de negócio mais difíceis de serem equacionadas. 
O mercado de prestação de serviços em transportes é extremamente volátil.
Nele, as coisas rapidamente "evaporam". Nada é muito certo. Hoje você pode ter 100 contratos com pelo menos um ano de duração, mas amanhã você poderá perder 10% deles, mesmo prestando um serviço de boa qualidade. E desses 100 contratos atualmente existentes, quantos deles são realmente lucrativos? E quantos permanecerão lucrativos nos próximos anos? 
Além da volatilidade, temos que levar em conta que não é nada fácil administrar um negócio no qual a necessidade de investimentos é muito alta, e constante, e onde você depende (demais) de mão de obra, uma variável cada vez mais difícil de administrar, seja por aspectos comportamentais ou financeiros. 
A verdade é que o seu futuro será resultado daquilo que você decidir e fizer hoje. O que você tem feito, além das atividades rotineiras, para garantir o futuro e a perpetuação da sua empresa? Quais variáveis-chave você tem trabalhado nos últimos meses ou anos para garantir sustentabilidade no futuro? 
Infelizmente, a grande maioria dos executivos das Transportadoras administram suas empresas no jeito Zeca Pagodinho de ser, no estilo "deixa a vida me levar, vida leva eu...". Acreditam que o que deu certo até agora, continuará dando certo no futuro. Será? 
Faça uma análise da sua empresa. Através desse diagnóstico, procure identificar as deficiências existentes e desenvolva ações de curto, médio e longo prazo para saná-las. Não espere o mercado apontar seus erros, isso poderá ser tarde, tarde demais! 
Se não sabe por onde começar, busque auxílio externo, mas não fique parado.

Nesse setor de transportes "precisamos correr muito para permanecermos no mesmo lugar"!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Gestão de Transportes... a sua empresa realmente tem?



Artigo escrito por Marco Antonio Oliveira Neves, diretor da Tigerlog Consultoria e Treinamento em Logística Ltda

Há alguns anos atrás a atividade de gestão de transportes resumia-se à contratação de Transportadoras, e normalmente era realizada pelo encarregado da área de Expedição ou por algum profissional de Compras, que escolhia seus parceiros a partir de critérios superficiais, com pouco embasamento técnico e com uma visão de custos bastante restrita e nada sistêmica.

A atividade de gestão de transportes era, até então, tratada como uma atividade simples e rotineira, e de pouco impacto sobre os custos da empresa, embora as despesas com fretes já representassem algo entre 5% e 10% da receita bruta da grande maioria das empresas, exceto aquelas com produtos de alto valor agregado.

Com o passar dos anos, devido principalmente à pressão por redução de custos e pela necessidade de ampliar áreas de atendimento geográfico, muitas empresas precisaram evoluir rapidamente, deslocando a atividade de gestão de transportes para um nível muito mais tático e estratégico, sem abandonar a “veia” operacional.

O moderno conceito de gestão de transportes vai muito além da simples contratação e monitoramento das Transportadoras, e envolve temas como:
- planejamento e execução de embarques, tratando de questões como freqüência de coleta e entrega, quantidade de Transportadoras e cobertura geográfica, agendamento de docas para carga e descarga, etc.
- otimização da capacidade de transportes, atuando na definição dos modais mais adequados, o dimensionamento e na definição do perfil da frota, formas de unitização de cargas, identificação de oportunidades de sinergia com Fornecedores, Clientes ou outras empresas não pertencentes à cadeia logística, etc.
- contratação de prestadores de serviços em logística e transportes, cobrindo atividades como a manutenção de cadastros de parceiros, critérios de homologação de parceiros, elaboração e administração de contratos de prestação de serviços, realização de cotações, definição dos níveis de requerimentos de serviços (SLA – Service Level Agreement), política tarifária, etc.
- monitoramento do desempenho, incluindo os indicadores de desempenho tradicionais e a gestão de não-conformidades em transportes, que podem representar um adicional de até 15% do frete inicialmente orçado, representando despesas com re-entregas e entregas não realizadas, multas, penalidades financeiras, sobre-estadias, avarias, etc.
- desenvolvimento e implantação de programas de excelência em transportes, no qual, através de critérios diversos, é possível ranquear, comparar e premiar as empresas parceiras.
- emissão de relatórios gerenciais para a tomada de decisão
- gestão da logística global, envolvendo, por exemplo, soluções de freight forwarding, instalação de Centros de Distribuição em outros países, opção entre aduanas, etc.
- projetos em transportes, abrangendo desenvolvimento de embalagens e técnicas para a unitização de cargas, logística fiscal, terceirização logística, rede logística, benchmarking em transportes, etc.

Aquilo que era relativamente simples, passa a ser agora, amplo e complexo. Para se obter um desempenho classe mundial em transportes, as empresas precisarão atuar em todas as frentes anteriormente citadas.

Com a rápida evolução e amplitude do escopo de atuação da área, o profissional de transportes precisa buscar continuamente o seu aperfeiçoamento técnico, através de cursos e da leitura de livros. Infelizmente ainda é rara a literatura sobre transporte e poucos são aqueles que se aventuram em escrever artigos sobre o tema; o conhecimento está restrito aos profissionais que acumulam muitos anos de experiência na área e quem têm dificuldade de transformar essa bagagem prática e teórica em livros.

Além do conhecimento técnico e específico da área, é também importante estar em sintonia com a legislação em transporte, novas tecnologias e equipamentos.

E é também importante reforçar o conhecimento “periférico”, como estatística, pesquisa operacional, ferramentas do TQC e custos.